A morte brutal de Rafael de Castro Pereira, de 33 anos, está sendo investigada pela polícia como latrocínio — roubo seguido de morte — após ele ser encontrado sem vida dentro do próprio apartamento, na região da Liberdade, no centro de São Paulo, na madrugada desta sexta-feira (20). O corpo foi localizado por uma amiga que possuía a chave do imóvel e estranhou a falta de contato. Ao entrar no local, ela se deparou com o cenário de violência: o apartamento estava completamente revirado.
Natural do Rio de Janeiro, Rafael foi encontrado nu, de bruços, com pés e mãos amarrados, ao lado da cama e parcialmente coberto por roupas. De acordo com o boletim de ocorrência, havia marcas evidentes de agressão pelo corpo, indicando que ele pode ter sido espancado antes de morrer. A ausência do celular e da bicicleta da vítima reforça a principal linha de investigação de roubo seguido de morte.
A amiga relatou à polícia que mantinha contato diário com Rafael. Na última vez em que se viram, na noite de terça-feira (17), eles passaram juntos pelo Parque da Aclimação e, depois, encontraram amigos em um bar, onde permaneceram até a madrugada. Já de volta ao prédio, por volta das 4h30, Rafael desceu até o térreo e retornou acompanhado de um homem desconhecido, que permaneceu no apartamento mesmo após a saída da amiga — sendo essa a última vez que Rafael foi visto com vida.
Ainda segundo o depoimento, os dois trocaram mensagens na tarde de quarta-feira (18), quando Rafael afirmou que o visitante continuava no local. Sem conseguir contato nos dias seguintes, a amiga decidiu retornar ao apartamento na noite de quinta-feira (19), acompanhada de outro amigo, e encontrou o corpo. Ela também contou que Rafael era gay e costumava conhecer pessoas por meio de aplicativos de relacionamento, sendo comum levar desconhecidos para casa. O caso está sob investigação do 8º Distrito Policial do Brás, e, segundo a Secretaria de Segurança Pública, diligências seguem em andamento para esclarecer o crime.



