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Casal relata trauma após ataque homofóbico dentro de vagão da Linha 4-Amarela em SP: “Estou tendo pesadelos”

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Um caso de homofobia registrado dentro do metrô de São Paulo, na manhã do último sábado (6), véspera da Parada do Orgulho LGBT+, tem gerado indignação nas redes e acendido o alerta sobre a segurança de casais LGBTQIAPN+ em espaços públicos. Um casal foi alvo de ataques verbais dentro de um vagão da Linha 4-Amarela após um dos homens se sentar, por alguns instantes, na ponta do joelho do marido enquanto descansava. A agressão foi filmada por uma das vítimas.

Nas imagens, o passageiro responsável pelos ataques aparece exaltado, disparando uma série de ofensas homofóbicas. “Vocês têm que me respeitar. Eu respeito vocês, cara, porra. Não pode ser assim as coisas. Porra, está de brincadeira. Porra, tudo tem limite na vida. Você gostaria dois homens sentados do seu lado? Que isso, cara. Porra, meu, levanto de madrugada e vem fazer essa palhaçada do meu lado, porra”, grita ele, enquanto outros passageiros assistem à cena sem intervir — alguns, inclusive, rindo.

Em entrevista ao g1, uma das vítimas relatou o impacto emocional do episódio, que segue reverberando dias depois. “Estou tendo muitos pesadelos depois disso. Eu achei que eu não ia ficar tão impactado com isso, mas eu fiquei”, contou. Ele também afirmou que evita rever o vídeo da agressão: “Toda vez que eu vejo [o vídeo], começo a tremer. Estou tremendo até agora.” Segundo o casal, eles voltavam de um festival no Autódromo de Interlagos após uma longa madrugada, que incluiu trabalho e uma caminhada de mais de 6 km até o transporte público. “Ele não sentou no colo. Ele sentou na ponta do meu joelho e ainda sentou meio de lado”, explicou.

A vítima ainda detalhou como a situação escalou rapidamente. “Ele perguntou se eu estava cansado. Eu respondi que sim e expliquei que meu marido estava sentado só um pouquinho e já iria levantar”, disse. Em seguida, o agressor se levantou e passou a incitar outros passageiros. “Acho que rolou essa confusão. Depois, as pessoas entenderam que era homofobia, mas ninguém fez nada. […] Eu percebi na cara das pessoas que elas não me apoiavam.” Com medo de uma possível agressão física, o casal optou por não reagir e mudou de vagão na estação Oscar Freire. O caso foi registrado na Delegacia Eletrônica na segunda-feira (8), enquanto a concessionária responsável pela linha afirmou repudiar qualquer forma de discriminação, apesar de não ter sido acionada no momento da ocorrência.