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Médico proctologista volta a alertar após novo caso de paciente com plug anal preso: “Pode parecer brincadeira, mas não é”

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O alerta voltou — e com ainda mais urgência. O médico proctologista Daniel Brosco, formado pela UNIFENAS, voltou a repercutir nas redes sociais após publicar um novo vídeo no Instagram reforçando os perigos do uso inadequado de plugs anais. Um ano depois de viralizar com um primeiro caso semelhante, o especialista revelou que precisou novamente atender um paciente em situação delicada envolvendo o acessório.

Em janeiro de 2025, Brosco já havia chamado atenção ao relatar a retirada de um objeto preso no reto de um paciente, defendendo medidas simples de segurança, como o uso de uma “cordinha” ou base alargada para evitar que o brinquedo seja completamente sugado pelo canal anal. Agora, o cenário se repete. “Estamos aqui novamente, meu povo. Pois é, mais um episódio da série Amarre a Cordinha no seu brinquedinho”, ironiza o médico. “Se eu for lançar essa série agora com vários episódios, eu acredito que nós vamos passar a ‘La Casa de Papel’, né?”, dispara.

Desta vez, no entanto, o caso exigiu ainda mais atenção. Segundo o proctologista, o paciente fazia uso de anticoagulantes, o que aumentou o risco do procedimento e exigiu anestesia geral. Além disso, o objeto estava posicionado de forma lateral, elevando o perigo de perfuração intestinal. “Olha o risco dessa ponta perfurar a mucosa do intestino”, alertou. O histórico do paciente, que já havia tratado pólipos intestinais, também tornava a mucosa mais sensível, aumentando as chances de laceração.

Apesar do desfecho sem complicações mais graves, o médico reforça que a situação está longe de ser brincadeira. Ele voltou a cobrar mais responsabilidade tanto de usuários quanto de fabricantes, que, segundo ele, já haviam prometido ajustes no design dos produtos. “Pode parecer brincadeira, mas não é”, frisou. “Use com responsabilidade e procure alguém para te instruir”. O recado é direto: informação e cuidado seguem sendo essenciais para evitar que casos como esse continuem se repetindo.