A escola de samba Unidos de Vila Isabel anunciou o afastamento do ritmista Matheus Borges após a repercussão de uma publicação homofóbica nas redes sociais. A decisão foi tomada na última quinta-feira e oficializada por meio de uma nota assinada pelo mestre de bateria Macaco Branco. No comunicado, a tradicional Swingueira de Noel reforçou que não compactua com qualquer tipo de preconceito e destacou que sua postura é contrária a atitudes discriminatórias na sociedade.
A polêmica começou depois que Matheus publicou, no X (antigo Twitter), um comentário ofensivo ao se referir de forma pejorativa à presença de pessoas LGBTQIAPN+ no universo do carnaval. Na postagem, ele afirmou que, desde que “viados” passaram a tratar escolas de samba como “divas pop”, o debate sobre o tema nas redes teria se tornado “impraticável”. A declaração rapidamente gerou indignação, mobilizando internautas que passaram a cobrar um posicionamento firme da agremiação.
Diante da repercussão negativa, Macaco Branco também se manifestou em seu perfil pessoal, reiterando o afastamento do ritmista e reforçando seu posicionamento contra a homofobia. Segundo ele, não há espaço para esse tipo de conduta dentro da bateria: o respeito deve ser prioridade em qualquer circunstância. “Eu deixo claro que não compactuo com qualquer forma de homofobia. O respeito vem em primeiro lugar — sempre”.
Após a decisão e a pressão nas redes, Matheus encerrou suas contas pessoais. Até então, ele mantinha diversas referências à Unidos de Vila Isabel em seu perfil, incluindo homenagens à bateria e ao desfile de 2026, que levou para a Marquês de Sapucaí o enredo “Macumbembê, Samborembá: Sonhei Que Um Sambista Sonhou a África”, inspirado na trajetória de Heitor dos Prazeres, um dos nomes fundamentais da história do samba carioca.











