Uma publicação no X (antigo Twitter) movimentou as redes nesta semana ao exibir um homem grisalho em poses ousadas e cheias de atitude. Nas imagens, o senhor aparece sem camisa, com o corpo coberto de óleo e vestindo apenas uma cueca de seda, meias com suspensórios e sapatos sociais — um visual que mistura fetiche, elegância e provocação. Em outra foto, ele surge de pé, usando apenas uma sunga, reforçando ainda mais o impacto das imagens.
“Como uma pessoa só pode ser tudo isso?”, questionava a legenda do post, que ainda destacava: “Só para constar, ele é hétero! Então não são só os gays que usam esse tipo de roupa”. Diante da estética impecável e do nível de produção, muita gente chegou a duvidar da veracidade das fotos, levantando suspeitas de inteligência artificial. Mas não é o caso. Os cliques fazem parte da capa da edição nº 17 da revista norte-americana L’Homme Nu, assinada pelo fotógrafo Marcel Plavec. A publicação é conhecida por valorizar a nudez masculina com um olhar artístico e sofisticado, sendo descrita como um espaço dedicado a “cavalheiros nus com personalidade”. Trata-se também de uma versão mais ousada da revista The Perfect Man.
O protagonista das imagens é o modelo germano-dinamarquês Frank Christians, que aos 55 anos prova que sensualidade e estilo não têm prazo de validade. Com uma carreira que começou ainda nos anos 1980, Christians já estampou diversas capas, editoriais e desfiles ao longo das décadas. Após um período afastado, ele retomou o trabalho como modelo aos 50 anos e passou a integrar o mercado crescente dos chamados “modelos maduros”, ganhando ainda mais visibilidade.
Além da moda, Christians também construiu uma trajetória na televisão alemã, onde apresentou diferentes programas ao longo dos últimos 15 anos. Pai de três filhos, ele é casado com a também modelo Maria Eberwein, com quem ocasionalmente divide trabalhos fotográficos — muitas vezes interpretando casais em editoriais. No fim das contas, a internet só confirmou o que a gente já sabia: o conceito de “daddy” segue vivíssimo — e muito bem representado, obrigado.



