A Justiça dos Estados Unidos deu mais um desdobramento ao caso que chocou o Rio de Janeiro no início de 2024. Na última sexta-feira (22), um júri federal norte-americano considerou Daniel Sikkema culpado por envolvimento na trama que resultou na morte do ex-marido, o galerista Brent Sikkema, assassinado dentro de casa, no Jardim Botânico, Zona Sul da cidade. O crime, que ganhou repercussão internacional, segue sendo investigado e julgado também no Brasil.
Por aqui, o processo avança no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Em decisão publicada no último dia 4 de maio, a juíza Tula Corrêa de Mello determinou que Daniel e Alejandro Triana Prevez irão a júri popular. Apesar do avanço, ainda não há uma data definida para o julgamento. Alejandro responde por homicídio qualificado, com agravantes como motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de furto qualificado. Já Daniel é apontado como mandante do crime.
Segundo as investigações, Alejandro teria sido o responsável por executar o assassinato. Ele teria entrado na residência utilizando chaves previamente fornecidas por Daniel e atacado Brent com 18 facadas enquanto ele dormia. O cubano já havia trabalhado como segurança do casal em Havana e vivia no Brasil há cerca de um ano na época do crime. A Justiça também determinou a manutenção de sua prisão preventiva, com o objetivo de garantir a ordem pública e o andamento do processo.
As autoridades apontam que Daniel Sikkema teria sido o autor intelectual do homicídio, prometendo o pagamento de US$ 200 mil para que o crime fosse cometido. Ainda de acordo com a decisão, ele teria fornecido recursos financeiros e informações detalhadas sobre a rotina da vítima no Rio. O assassinato teria sido motivado por conflitos envolvendo a divisão de bens e a guarda do filho do ex-casal, cujo relacionamento, após cerca de uma década juntos, terminou de forma conturbada.











