Uma operação policial realizada no último domingo (24) em Kuala Lumpur, na Malásia, terminou com a prisão de pelo menos 51 homens após autoridades classificarem o encontro como uma “festa gay” com uso de drogas. A ação aconteceu em um hotel da capital e foi conduzida pelo departamento de narcóticos do país, reforçando o clima de vigilância constante sobre a comunidade LGBTQ+ local.
De acordo com o diretor do setor, Hussein Omar Khan, os detidos têm entre 21 e 52 anos, incluindo 28 estrangeiros. Durante a operação, agentes apreenderam substâncias como MDMA, ketamina e ecstasy. Ainda segundo Khan, ao menos 36 dos homens testaram positivo para o uso de drogas e permanecem sob investigação com base na rígida legislação antidrogas malaia.
As batidas foram motivadas após um homem, que supostamente participava do encontro, ser encontrado inconsciente no saguão do hotel. Ele chegou a ser levado ao hospital, mas não resistiu. Até o momento, as autoridades não divulgaram a causa oficial da morte, o que adiciona ainda mais tensão ao caso e levanta questionamentos sobre as circunstâncias do ocorrido.
O episódio reacende o alerta sobre a situação dos direitos LGBTQ+ no país, onde a homossexualidade segue criminalizada tanto pela lei civil quanto pela legislação islâmica. Organizações internacionais vêm denunciando o aumento da repressão nos últimos anos, especialmente após uma operação de grande escala em 2025 que levou à detenção de 171 pessoas — posteriormente liberadas por falta de provas. Mesmo assim, o cenário continua sendo de insegurança e perseguição para quem vive fora da norma heteronormativa na Malásia.










