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Deputado quer inegebilidade de vereador por homofobia após chamar colega de “baitola” durante sessão na Câmara de Cuiabá

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O deputado estadual Guilherme Cortez acionou o Ministério Público Federal (MPF) contra o vereador cuiabano Rafael Ranalli após um episódio considerado homofóbico ocorrido dentro da Câmara Municipal de Cuiabá. A representação pede a inelegibilidade do parlamentar do PL, que chamou o colega Daniel Monteiro de “baitola” durante uma sessão legislativa, no último dia 19 de maio. Para Cortez, o caso ultrapassa qualquer limite de convivência política e reforça a necessidade de responsabilização quando agentes públicos recorrem a termos ofensivos.

De acordo com a assessoria do deputado paulista, a denúncia ganhou força após repercussão pública, impulsionada por moradores da capital mato-grossense e veículos locais de imprensa. O momento foi captado pelo sistema de áudio do plenário e rapidamente viralizou nas redes sociais. Ao perceber que o microfone ainda estava ligado, Ranalli reagiu com um “ai” antes de desligar o equipamento, mas o conteúdo já havia se espalhado, provocando críticas e indignação.

A troca de falas aconteceu após a leitura de uma proposta conduzida pela presidente da Casa, Paula Calil. Em meio ao clima acalorado, Monteiro chegou a provocar: “Valeu Jean Wyllys da Câmara”. Na sequência, Ranalli respondeu: “Valeu, petista, cê não vai embora hoje? Cês não votaram pra ele ir embora? Vai embora, baitola!”. Para Cortez, não há margem para relativização: “Quando os representantes públicos agem dessa maneira, passam um recado para toda a sociedade. Homofobia é crime e a política não pode ser espaço livre para ela!”, afirmou ao justificar o pedido encaminhado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Em resposta, Ranalli declarou que a fala ocorreu em um contexto informal e que não houve intenção de ofender, classificando o episódio como uma “brincadeira” entre colegas. Ele reiterou respeito a Monteiro e à população em geral, lamentando interpretações que desconsiderem o contexto. Já Daniel Monteiro minimizou o ocorrido, chamando o comentário de “brincadeira infeliz” e atribuindo o uso do termo a um “vício cultural”. Ainda assim, Cortez rebateu, destacando que a gravidade não se dissolve na justificativa: segundo ele, o episódio aconteceu durante sessão oficial, no exercício do mandato, com uso de uma expressão historicamente discriminatória contra pessoas LGBTQIA+.

 

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