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Três seguranças são alvo de operação após espancarem professor de balé em ataque homofóbico em Porto Alegre

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A Polícia Civil cumpriu, nesta quinta-feira (2), três mandados de busca e apreensão no âmbito da investigação sobre a agressão sofrida por um professor de balé Cléber Veiga, de 49 anos, no Parque da Redenção, em Porto Alegre. O caso ocorreu no dia 9 de maio e é tratado pelas autoridades como um crime motivado por homofobia. A operação integra o avanço das apurações conduzidas pela Delegacia de Polícia de Combate à Intolerância, que tenta esclarecer completamente a participação dos envolvidos e reunir novas provas sobre a dinâmica do ataque.

De acordo com a investigação, o professor foi abordado e espancado por três seguranças contratados por um estabelecimento comercial e por um restaurante localizados no entorno do parque. A agressão teria sido registrada pelos próprios suspeitos, o que também passou a ser analisado pela polícia. Em depoimento, a vítima relatou ter sido cercada e violentamente agredida com socos e golpes que atingiram principalmente o rosto, a cabeça e outras partes do corpo. Ele também afirmou ter ouvido ofensas homofóbicas durante o ataque, incluindo a frase “não quero saber de viado aqui”, usada pelos agressores.

Cléber relatou ainda que precisou de atendimento médico após as agressões e ficou com lesões visíveis e dores pelo corpo, além de um abalo emocional significativo desde o episódio. Em entrevista, ele desabafou sobre o impacto do crime: “Nunca imaginei na minha vida que ia ter um ataque homofóbico”, destacando o sentimento de surpresa e insegurança após o ocorrido. O caso é tratado pela polícia como violência de ódio, e o delegado Vinicius Nahan afirmou que não há dúvidas sobre a motivação homofóbica, com base na gravidade das lesões, no contexto da abordagem e na ausência de qualquer justificativa para a agressão.

Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam munições, dois simulacros de arma de fogo, uma espingarda de pressão, um taser, um cassetete, uma luneta, além de celulares e dinheiro em espécie. Os três investigados têm 22, 26 e 55 anos, e as identidades não foram divulgadas. A Polícia Civil chegou a solicitar a prisão preventiva dos suspeitos, mas o pedido foi negado pela Justiça. O caso segue em investigação.