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Homem é preso por participação em ataque homofóbico que terminou com vendedor espancado e roubado em SC

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Foi preso na manhã desta quarta-feira (29) um dos investigados por participação no ataque homofóbico contra um vendedor ocorrido há pouco mais de um mês na região continental de Florianópolis (SC). A vítima foi espancada e roubada enquanto caminhava pela orla da Praia das Palmeiras, em 22 de junho. A prisão foi realizada durante uma operação conjunta das polícias Civil e Militar, que também cumpriu mandados de busca e apreensão. Um segundo suspeito segue sendo procurado.

De acordo com a Polícia Civil, além da prisão, foram apreendidos materiais que podem contribuir para o avanço das investigações. As autoridades, no entanto, ainda não divulgaram a identidade do preso nem esclareceram qual teria sido sua participação direta no crime. Também não foram detalhados, até o momento, os delitos pelos quais os investigados poderão responder. As diligências continuam para localizar os demais envolvidos e reunir novas provas sobre o caso.

Segundo o relato da vítima, que preferiu não se identificar, a violência começou após ele ser abordado por um grupo formado por cinco jovens, aparentemente menores de idade e vestidos com moletons. Pouco depois, um sexto homem, descrito como mais velho, aproximou-se de forma hostil e iniciou uma série de ofensas motivadas por sua orientação sexual. “Pela voz já vi que é bichinha, que é gayzinho”, teria dito o agressor, antes de se afastar com o restante do grupo. Minutos depois, eles retornaram, cercaram o vendedor e iniciaram as agressões físicas. “Prepara que você vai morrer, prepara para apanhar”, ameaçou um dos homens antes dos socos atingirem o rosto e as costelas da vítima, que também teve pertences roubados.

O caso provocou indignação e reforça o alerta para a persistência da violência motivada por LGBTfobia no país. A prisão de um dos investigados representa um avanço nas investigações, mas ainda está longe de encerrar o episódio, já que outros suspeitos permanecem sendo procurados. A expectativa é que a identificação e responsabilização de todos os envolvidos contribuam para combater a impunidade em crimes de ódio e garantir justiça à vítima.

Operação cumpriu 4 mandados de busca e apreensão — Foto: Polícia Militar/Divulgação