A nova série de “Harry Potter”, produzida pela HBO, já começa a enfrentar recusas nos bastidores por conta do movimento transfóbico promovido por J.K. Rowling, autora da saga. As diretoras Ally Pankiw, conhecida por comandar o episódio “A Joan é Péssima”, de “Black Mirror”, e Kate Herron, responsável pela primeira temporada de “Loki”, revelaram que foram procuradas pela produção para trabalhar na adaptação, mas decidiram não aceitar os convites.
Pankiw tornou pública a decisão ao comentar o assunto nas redes sociais. Segundo a diretora, ela recebeu uma proposta para comandar um dos episódios da nova produção, mas respondeu de forma categórica. “Nem f*dendo!”, escreveu. Na sequência, explicou a motivação por trás da recusa: “É simples assim dizer não para financiar transfobia”.
A publicação recebeu o apoio de Herron, que também afirmou ter sido abordada pela equipe da série — e, segundo ela, em mais de uma ocasião. “Eles me perguntaram duas vezes e eu tive que explicar que minha resposta nunca vai mudar de ‘não’”, contou a diretora, que também acumula trabalhos em produções como “Sex Education”.
Enquanto isso, a série de “Harry Potter” segue em produção e tem estreia prevista para o Natal de 2026, na HBO Max. Dominic McLaughlin, Arabella Stanton e Alastair Stout interpretarão Harry Potter, Hermione Granger e Ron Weasley, respectivamente, enquanto John Lithgow será Alvo Dumbledore e Johnny Flynn viverá Lúcio Malfoy. Nicholas Hoult, conhecido por interpretar Lex Luthor em “Superman”, também foi confirmado como Gilderoy Lockhart na segunda temporada. A nova adaptação pretende recontar a história dos livros de Rowling em formato seriado, com cada temporada dedicada a uma obra da saga.










