Um podcaster cristão gay de 40 anos foi preso nos Estados Unidos sob acusação de fazer ameaças contra o presidente Donald Trump e um de seus advogados pessoais. Benjamin Azariah Southworth foi indiciado por um grande júri federal por três acusações: ameaça de morte contra o presidente, perseguição cibernética e realização de ligações interestaduais com caráter de assédio. A informação foi divulgada por Bill Essayli, primeiro assistente do procurador dos EUA para o Distrito Central da Califórnia.
De acordo com documentos judiciais obtidos pelo Los Angeles Times, Southworth teria enviado, em janeiro de 2025, uma mensagem na qual afirmou: “Mas se eu pudesse matá-lo, não desperdiçaria a oportunidade”, em uma suposta referência a Trump. Em uma publicação no Instagram feita em abril, o podcaster também teria falado sobre o risco de ser preso por defender publicamente a execução do presidente. No vídeo, segundo a acusação, ele declarou que o “governo é ilegítimo e está fora de controle” e chegou a dizer: “É hora de corrigir o rumo. Matem Donald Trump”.
As acusações também envolvem publicações feitas nas redes sociais entre janeiro e maio deste ano. Southworth é acusado de divulgar no TikTok o endereço residencial e uma fotografia de um dos advogados pessoais de Trump, acompanhados de um incentivo para que seus seguidores “visitassem o advogado pessoal de Trump”. Ainda segundo o New York Post, durante sua prisão, na manhã de quinta-feira, o podcaster teria gritado “Donald Trump é um pedófilo!” e “O país caiu!” enquanto era levado algemado por agentes do FBI.
Southworth se declarou gay em 2008 e já afirmou ter passado cinco anos em terapia de conversão, experiência que descreve como parte de sua trajetória pessoal. Em seu site, ele se apresenta como um “artivista indicado ao prêmio GLAAD”, radicado em Los Angeles, e diz utilizar sua plataforma para confrontar o nacionalismo cristão, a intolerância contra pessoas LGBTQIA+ e o sionismo. Apesar de seu histórico de ativismo, as autoridades agora sustentam que algumas de suas manifestações ultrapassaram o limite da crítica política e configuraram ameaças e assédio. As acusações ainda deverão ser analisadas pela Justiça federal, e o indiciamento, por si só, não representa uma condenação.










