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Pernambuco registra 1.734 crimes violentos contra LGBTs no primeiro semestre de 2026; mulheres são as principais vítimas

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A violência contra a população LGBTQIA+ em Pernambuco assumiu diferentes formas ao longo do primeiro semestre de 2026. Dados da Secretaria de Defesa Social (SDS) apontam que 1.734 ocorrências envolvendo pessoas LGBT foram registradas entre janeiro e junho, o equivalente a quase dez casos por dia. Segundo informações do Brasil de Fato, o levantamento inclui desde agressões físicas até crimes contra a honra e violência sexual, oferecendo um retrato da vulnerabilidade enfrentada por essa parcela da população no estado.

Embora os registros não permitam afirmar que todos os crimes tenham sido praticados por motivação LGBTfóbica, o volume de ocorrências evidencia os diferentes contextos em que pessoas LGBT acabam expostas à violência. As lesões corporais aparecem entre os casos de maior incidência, enquanto crimes como difamação e perseguição também representam uma parcela importante das notificações. Mulheres correspondem a 62,5% das vítimas contabilizadas pela SDS. Entre os registros, 59 envolvem adolescentes, mostrando que a violência também alcança pessoas LGBT ainda em fase de formação.

O cenário se torna ainda mais grave quando analisadas as ocorrências que envolvem violência sexual. Pernambuco registrou seis casos de estupro, seis de estupro de vulnerável, dois de estupro relacionados à violência doméstica e outros três classificados como estupro de vulnerável no contexto doméstico. As mulheres cis aparecem como as principais vítimas desse tipo de crime. Entre os casos de estupro e estupro de vulnerável, há adolescentes entre as vítimas, assim como nos registros relacionados à violência doméstica.

A violência letal também atravessa esse cenário. Cinco homicídios de pessoas LGBT foram registrados pela SDS no primeiro semestre. As mortes de Lorena e Raelly, ocorridas posteriormente, não fazem parte desse recorte temporal, mas, quando consideradas, o número chega a sete vítimas fatais — seis delas com idades entre 18 e 34 anos. Mulheres trans e homens são maioria entre as vítimas de homicídio, enquanto lésbicas e bissexuais aparecem com destaque nos registros de violência dentro de casa.