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EUA elegem primeiro senador gay em eleições marcadas por vitórias históricas da diversidade; Trump sofre derrota nas urnas

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O democrata Chris Pappas venceu as eleições de meio de mandato dos Estados Unidos e fará história ao se tornar o primeiro homem abertamente gay a ocupar uma cadeira no Senado americano. Representante do 1º distrito congressional de New Hampshire na Câmara dos Representantes desde 2019, o político, de 46 anos, derrotou o republicano John Sununu na disputa pela vaga deixada pela senadora Jeanne Shaheen. A vitória foi confirmada na noite desta terça-feira (3), quando Sununu reconheceu a derrota e telefonou para o adversário para admitir o resultado. Pappas assumirá o mandato em janeiro de 2027.

A conquista representa um avanço histórico para a comunidade LGBTQIA+ na política dos Estados Unidos. Até então, pessoas abertamente LGBTQIA+ já haviam conquistado cadeiras no Senado, mas todas eram mulheres, como Tammy Baldwin, de Wisconsin, Laphonza Butler, da Califórnia, e Kyrsten Sinema, do Arizona. Durante sua trajetória política, Pappas construiu uma carreira em New Hampshire e chegou ao Congresso após ocupar diferentes cargos públicos no estado. Na campanha, priorizou pautas como o combate à corrupção, o acesso à saúde e o alto custo de vida, sem transformar sua orientação sexual no principal discurso eleitoral.

A vitória de Pappas foi apenas uma das conquistas históricas registradas nas urnas. As eleições também elegeram Keisha Lance Bottoms, na Geórgia, como a primeira mulher negra a governar um estado americano; Byron Donalds, na Flórida, como o primeiro governador negro do estado; David Crowley, em Wisconsin, e Aaron Ford, em Nevada, também conquistaram vitórias inéditas para políticos negros. Já o Novo México elegeu Deb Haaland como a primeira mulher indígena a governar um estado no país. No Congresso, a presença feminina também ganhou força: pelo menos 100 mulheres democratas foram eleitas para a Câmara dos Representantes, estabelecendo um novo recorde para o partido. A próxima legislatura também contará com Peggy Flanagan, primeira mulher indígena eleita para o Senado americano.

O resultado das midterms ainda representou uma verdadeira surra eleitoral para Donald Trump e os republicanos. Em uma votação encarada como um termômetro da aprovação do atual presidente, os democratas conquistaram a maioria tanto na Câmara quanto no Senado, retomando o controle do Congresso e impondo uma derrota expressiva ao governo.