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Com casos de mpox em alta no RJ, DJ carioca relembra infecção e alerta para sintomas que podem passar despercebidos

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Em meio ao aumento de casos de mpox no Rio de Janeiro, o DJ carioca Vitor Mencarelli decidiu compartilhar uma experiência pessoal para alertar sobre os riscos da doença e a importância do diagnóstico precoce. Em um relato publicado no X, ele contou como foi infectado pelo vírus em março de 2025 e descreveu os 21 dias de isolamento, as dores intensas e o impacto psicológico provocado pela necessidade de se afastar do convívio social. Segundo Vitor, a decisão de tornar sua história pública veio após acompanhar o crescimento das notificações da doença no estado, que registra atualmente um número de casos sete vezes maior que em 2025.

Segundo o DJ, ps primeiros sinais apareceram no dia 9 de março, quando ele percebeu uma pequena lesão no dedo, semelhante a uma espinha, que não provocava dor ou coceira. Quatro dias depois, o quadro evoluiu com febre, dores musculares intensas e o surgimento de novas lesões pelo corpo. Durante uma consulta de rotina com seu infectologista, Vitor recebeu a suspeita de mpox e foi encaminhado à Fiocruz para avaliação. No Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, foram identificadas 39 lesões. O DJ chamou atenção para o fato de que nem todos os pacientes apresentam as feridas grandes e características frequentemente associadas à doença. “Diferente dos quadros clássicos e agressivos que costumam ilustrar as matérias sobre Monkeypox, com feridas grandes e horríveis, as minhas foram discretas”, relatou. Ele também fez um alerta: “Nem todo mundo desenvolve aquelas lesões enormes”.

Após o diagnóstico, Vitor precisou permanecer em isolamento domiciliar até a cicatrização das lesões, seguindo medidas rigorosas para evitar a transmissão. Durante 21 dias, não podia compartilhar pratos, copos, talheres ou toalhas com as pessoas que moravam com ele, além de manter distância dentro de casa. O período também foi marcado por dores intensas e pelo desgaste emocional. “O impacto físico é real, mas o peso psicológico de cortar laços físicos com o mundo e redobrar cada mínimo movimento dentro da sua própria casa foi algo que abalou MUITO o meu psicológico”, contou. Durante o isolamento, ele também foi convidado a participar de um estudo clínico internacional conduzido pela Fiocruz, em parceria com instituições da Suíça e da Argentina, que investigava a eficácia e a segurança do tecovirimat, antiviral desenvolvido originalmente para combater a varíola. Por se tratar de uma pesquisa duplo-cega, Vitor não sabe até hoje se recebeu o medicamento ou placebo. Ao final, os resultados indicaram que o antiviral não reduziu o tempo de desaparecimento do material genético do vírus nas lesões cutâneas.

Ao compartilhar sua história, o DJ reforçou que a mpox não deve ser tratada como um problema superado e pediu atenção aos sinais da infecção. “Não banalizem e não tratem como assunto passado a Mpox, a doença está aí!”, escreveu. Ele também destacou a importância de procurar atendimento médico diante de qualquer lesão suspeita e evitar contato físico até a confirmação do diagnóstico. Sobre a transmissão, lembrou que o contato íntimo e sexual representa uma das principais formas de contágio. Vitor contou ainda que procurou a pessoa com quem havia tido uma relação sexual nas semanas anteriores para alertá-la sobre o diagnóstico. O contato também foi infectado, recebeu atendimento e cumpriu o isolamento recomendado. “Se foi ou não de bom tom eu ter avisado, na hora eu nem pensei, só queria deixá-lo ciente, e que bom que o fiz, né?”, relatou. Para finalizar, ele defendeu que falar abertamente sobre a doença é fundamental para combater o preconceito: “Informação e empatia salvam vidas”.