Casal gay é agredido por seguranças após show de Ivete Sangalo em SP

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O Centro de Tradições Nordestinas, na Zona Norte de São Paulo, foi palco de um verdadeiro show de homofobia após a apresentação de Ivete Sangalo! Na madrugada do último sábado (11/06), dois fãs da cantora foram agredidos por seguranças do local.

Caio Tomaz da Rocha e seu namorado, que preferiu não se identificar, contam que se envolveram numa confusão porque foram acusados de roubar uma blusa.

“Nós estávamos parados na frente do banheiro, esperando as duas pessoas que estavam com a gente e chegou dois frequentadores dizendo que a blusa que estava na minha mão era deles. Eles viram que a gente estava discutindo por causa da blusa, que o rapaz chegou e falou para a gente que a minha jaqueta era deles, e aí eles já me pegaram, dois seguranças, me pegaram pelo braço, começaram a me enforcar”, relatou Caio em entrevista à TV Globo.

“A única oportunidade que eu tive para falar pra eles, que eu lembro, que foi: ‘Vocês estão me matando… tô ficando sem ar’”, conta. ““Aí ele pegava e falava que eu tinha que morrer mesmo, que… gay e ladrão tinha que morrer. E nisso que me pegaram pelo pescoço, me jogaram no chão, começaram a me chutar… vinham muitos seguranças e me chutavam muito.”

Segundo Caio, as agressões começaram dentro e terminaram fora do local do show. “Eles me pegavam e batiam minha cabeça no chão, porque eles queriam que eu ficasse desacordado e não deixaram eu pedir socorro. Eles falavam o tempo todo para mim que gay e ladrão tinha que morrer, que ali não era lugar para gay, era lugar para cabra macho”.

A vítima ainda acrescenta que foi ameaçado de morte por um dos seguranças. “Eles falaram que se a gente continuasse ali, eles iam levar a gente de quebrada, iam meter tiro”. Tanto os jovens quanto os amigos que os acompanhavam afirmam que havia uma viatura da PM dentro do estacionamento do CTN, com dois policiais.

“A viatura da polícia estava dentro do local, no estacionamento da casa, eles viram toda a agressão, não viram desde o início, mas viram a hora que a gente estava ali fora, só que eles negaram ajuda. Disseram que eles não podiam fazer nada, eles não podiam sair dali, que era pra gente ligar no 190”, relata Rocha.

Em nota, o Centro de Tradições Nordestinas disse que não foi acionado pela vítima e que não recebeu qualquer notificação, mas se coloca à disposição para apurar o que aconteceu na madrugada de sexta para sábado. Já a PM diz que o delegado Irai Santos de Paula, titular do 40º DP, informa que instaurou inquérito para investigar o caso.

Felipe é redator do Pheeno! Focado em explorar cada vez mais a comunicação em tempos de redes sociais, o carioca de 25 anos divide seu tempo entre o trabalho e a faculdade de jornalismo, sempre deixando espaço para o melhor da noite carioca!