Estudante gay é encontrado morto e com marcas de espancamento na UFRJ

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Um aluno da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) foi encontrado morto na noite do último sábado (02/07), no Campus do Fundão, na Zona Norte da cidade. Segundo informações da Delegacia de Homicídios da Capital (DH), Diego Vieira Machado, 24 anos, nascido em Belém (PA), foi encontrado morto às margens da Baía de Guanabara, na Ilha do Fundão.

O corpo apresentava marcas de espacamento e estava sem roupas ou documentos. Policiais da Delegacia de Homicídio da capital fizeram a perícia no local e investigam o caso. A família do jovem é do Pará e foi avisada pela reitoria da UFRJ, que lamentou a morte. “A reitoria se junta aos amigos e familiares do estudante neste momento de dor e informa que acompanhará de perto as investigações sobre o caso junto às autoridades policiais”, diz o texto. Amigos acreditam que o estudante foi vítima de homofobia.

“Ele era um homem negro, LGBT, bissexual e tinha trejeitos de homem gay. Era uma pessoa incompreendida e sofreu muito com a homofobia e o racismo”, disse a estudante Pérola Gonçalves, de 22 anos, amiga de Diego. “Era frequente ele ser atacado (com ofensas). Ele dizia que sentia muita raiva do mundo”, afirmou.

Na página do Diretório Central dos Estudantes Mário Prata em uma rede social, alunos reclamavam da falta de policiamento na região e afirmavam que tem medo de caminhar pela área inclusive durante o dia. O DCE se manifestou em uma nota de pesar pelo estudante e pedindo mais segurança no campus.

Confira…

“Na noite do sábado, dia 2 de julho de 2016, foi encontrado um corpo com sinais de espancamento na Ilha do Fundão. Um corpo de um jovem, negro, LGBT, morador do alojamento e estudante da UFRJ. Este jovem é Diego Vieira Machado, veio do Norte do país para fazer o curso de letras e pretendia pedir transferência para a EBA, trazendo consigo tantos sonhos. É um momento muito duro para todos e todas estudantes da UFRJ. Um de nós se foi. Não podemos deixar de denunciar a falta de segurança, a situação de vulnerabilidade e violações de direitos que os moradores do alojamento estão submetidos diariamente. Precisamos de mais segurança! Segurança para podermos circular no campus sem o medo de ter não apenas nossos pertences furtados, mas nossos corpos e vidas violentadas”.

A Polícia Civil não deu detalhes sobre as circunstâncias da morte de Machado para “não atrapalhar as investigações”. A instituição disse porém que mais detalhes do caso devem ser divulgados na manhã de segunda-feira.

Felipe é redator do Pheeno! Focado em explorar cada vez mais a comunicação em tempos de redes sociais, o carioca de 25 anos divide seu tempo entre o trabalho e a faculdade de jornalismo, sempre deixando espaço para o melhor da noite carioca!