#TerçaQueen: Close, doce e carisma, conheça Juliana Klein, a drag do brownie

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O #TerçaQueen de hoje está com um gostinho bem doce! Natural de Porto Alegre, a escolhida dessa terça é a drag doceira Juliana Klein! Morando no Rio de Janeiro há mais de dois meses, a queen conquistou a turma carioca com seus brownies maravilhosos e um carisma único! Também conhecida como Drag do Brownie, Juliana bateu um papo exclusivo com a gente e contou sobre carreira, inspirações e a cena drag de POA.

Pheeno: Afinal, seu nome artístico é Juliana Klein ou Drag Brownies?

Juliana: Juliana Klein, mas quis transformar também o nome em uma marca a fim de ser útil no meu trabalho. Ouvi de duas amigas Drags de São Paulo que era muito mais fácil as pessoas decorarem um nome e uma marca juntos do que separar, então penso que posso ser quem quiser, ou seja, Juliana Drag Brownies Klein, Drag Brownies, Juliana, Ju, Juju ou Brownie, como preferirem chamar. Mas sempre fazendo esta associação do nome com o que eu faço.

Pheeno: Você começou a se montar para vender os brownies, ou a Juliana surgiu antes disso?

Juliana: Já existia, mas como a “montação” não é barata, por um instante, pensei em desistir. Mas, meu pai/mãe Drag Lauro Ramalho/Laurita Leão (ator gaúcho que trabalha com personagens femininos há quase três décadas) me deu a dica de juntar algo que eu já fazia, no caso os brownies, com a personificação da Drag. Assim, o nome passou por uma mudança incrível e,com a ajuda de uma amiga, veio a marca Drag Brownies.

Pheeno: Você pretende vender um outro tipo de doce?

Juliana: Começamos com nossa nova fase de produção no Rio de Janeiro a menos de dois meses, já temos outros produtos que serão lançados no decorrer do tempo, mas isso ainda é surpresa. Rsrs!!

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Pheeno: Qual a origem do seu nome e as inspirações para a sua personagem?

Juliana: Quando me montei pela primeira vez , em uma festa à fantasia, me autodenominei Julia. Na segunda, queria um nome mais forte. Então, pensei que um sobrenome sempre dá peso e uma certa categoria. Assim, surgiu Juliana Klein. Juliana Klein é um misto de várias mulheres, estrelas de cinema de Hollywood, cantoras, apresentadoras de televisão. Uma revolução de sentimentos e inspirações em forma de (quase) mulher.

Pheeno: Você era uma Drag de Porto Alegre, certo? Qual a diferença da cena drag carioca com a de Poa?

Juliana: A grande diferença do Sul em relação ao Rio é a aceitação do público para com Drag e com a arte em geral. Existe ainda uma certa indiferença e restrição com o movimento Drag em Porto Alegre. Sem falar na rivalidade e uma certa falta de perspectiva no futuro. O Rio anda, certamente, a passos largos na frente. Mas também já vislumbro mudanças no cenário gaúcho e um maior empoderamento (apesar desta palavra ter mais a ver com as mulheres) do universo Drag.

Pheeno: Você tem alguma drag nacional ou internacional preferida?

Juliana: Minha maior inspiração não é Drag, mas uma mulher muito guerreira, minha avó. Ah! E, como já falei, meu Drag pai/mãe Lauro Ramalho.

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Pheeno: Você já sofreu represália em porta de boate enquanto vendia o seu produto?

Juliana: Graças a Deus nunca sofri represália, o público super aceita, acha divertido, me divirto divertindo-os. É pura alegria! Mas é claro que tudo faz parte da abordagem gentil e bem-humorada que faço. Nunca insisto para o cliente comprar o brownie, acontece naturalmente através de uma conversa e da empatia que se cria entre vendedor (a)/consumidor.

Pheeno: Você pretende optar por outros caminhos como Drag Queen, ser uma performer ou DJ, por exemplo?

Juliana: Agora sou uma Drag Kitchen. Com a venda dos brownies ganhei uma família. Uma produtora de Porto Alegre comprou uma ideia antes mesmo de eu ter aberto a boca pra falar. Desse encontro, nasceu um canal maravilhoso chamado “Sweet Kitchen com Juliana Klein”. São programas de, no máximo, quinze minutos cada onde ensino as mais variadas e loucas receitas culinárias. Além disso, podem esperar muita novidade por aí, eu só estou começando. Aos poucos, as portas vão se abrir e eu não as fecharei, estarei de braços abertos para todas as oportunidades que o universo me trouxer.

Felipe é redator do Pheeno! Focado em explorar cada vez mais a comunicação em tempos de redes sociais, o carioca de 25 anos divide seu tempo entre o trabalho e a faculdade de jornalismo, sempre deixando espaço para o melhor da noite carioca!