Serial killer pode ter matado dezenas de jovens gays usando aplicativos de pegação

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A polícia de Londres acredita que o britânico Stephen Port, 41 anos, considerado culpado nesta semana pelo assassinato de quatro homens homossexuais pode ser, na verdade, o responsável pela morte de dezenas de homens que sofreram overdose de estimulantes sexuais nos últimos quatro anos.

Segundo a emissora americana CNN, a polícia londrina identificou ao menos 58 casos de mortes causadas pela droga GHB entre junho de 2011 e outubro de 2015, período em que Port cometeu os outros crimes pelos quais foi condenado. Para quem não sabe, o GHB é uma substância muito usada em baladas, mas seu consumo também está relacionado a casos de violência sexual.

Os primeiros casos vieram à tona no fim do verão de 2014, após uma mulher encontrar, num intervalo de três semanas, dois corpos no cemitério de uma igreja em Barking, no leste de Londres. Ambas as vítimas, Gabriel Kovari e Daniel Whitworth, tinham cerca de 20 anos, eram gays e morreram por overdose de drogas.

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Na ocasião, a polícia não suspeitou, no entanto, que as duas mortes estivessem relacionadas. Uma suposta carta de suicídio ao lado do corpo de Whitworth parecia explicar o que tinha acontecido. Mas um ano depois, em setembro de 2015, mais um corpo foi encontrado, desta vez do outro lado do muro do cemitério. Novamente, um jovem homossexual, Jack Taylor, também vítima de overdose.

Port atraía as vítimas até sua casa usando aplicativos de pegação. Ele injetava drogas como Viagra, GHB, metanfetamina e outros soníferos e abusava sexualmente de suas vítimas quando estavam desacordadas. Depois, arrastava seus corpos até a rua e os largava em locais perto de sua casa. A perícia encontrou GHB no corpo das quatro vítimas fatais de Port.

Um porta-voz da polícia de Londres afirmou à CNN que os outros 58 casos ainda estão sendo investigados e que, apesar das semelhanças, ainda não existem provas consistentes o suficiente para acusar Stephen Port. “Uma revisão dessas mortes está em andamento para estabelecer quaisquer circunstâncias suspeitas”, afirmou.

Felipe é redator do Pheeno! Focado em explorar cada vez mais a comunicação em tempos de redes sociais, o carioca de 25 anos divide seu tempo entre o trabalho e a faculdade de jornalismo, sempre deixando espaço para o melhor da noite carioca!