“É praticamente impossível ser abertamente gay no futebol”, diz jogador francês

Forte aliado da causa LGBTQ+, o jogador Olivier Giroud afirmou em entrevista ao jornal Le Figaro que é praticamente impossível um atleta da modalidade se declarar gay. “É impossível se declarar homossexual no futebol”, disse relembrando o caso alemão Thomas Hitzlsperger que saiu do armário em 2014.

“Quando vi o que o Thomas fez, foi emocionante. No vestiário há muita testosterona, provocações e banhos coletivos. Entendo a dificuldade e dor dos caras em se assumirem. É desafiador e pode levar anos pra se criar coragem”, disse Giroud. Ele também falou de seu apoio à comunidade LGBTL: “Quando entrei no Montpellier, me envolvi na luta por tolerância na capa da revista Tetu (francesa) com um laço de arco-íris em apoio aos gays”.

Para o jogador, a principal dificuldade de aceitação fica por conta dos torcedores. “A torcida não está pronta. Quando aconteceu com o Gareth Thomas, as pessoas respeitaram enquanto a torcida desrespeitou. No futebol há uma cultura escrota, principalmente quanto aos jogadores do time adversário”, finalizou.

O posicionamento a favor da diversidade levou Giroud a posar nu em 2011, à revista francesa Têtu, especializada em temas contra a homofobia. Em 2014, ele se juntou a um time de jogadores do Arsenal para o vídeo da campanha Rainbow Laces. A ação consistia em colocar os cadarços com as cores do arco-íris em combate à homofobia do futebol.

Felipe é redator do Pheeno! Focado em explorar cada vez mais a comunicação em tempos de redes sociais, o carioca de 22 anos divide seu tempo entre o trabalho e a faculdade de jornalismo, sempre deixando espaço para o melhor da noite carioca!