Parceria na vida e na noite: casal gay ganha popularidade com shows de sexo ao vivo

Para os adeptos do relacionamento aberto, amor não se divide, se multiplica. E engana-se quem pensa que estamos falando de uma minoria. No Reino Unido, por exemplo, a prática é tão comum entre homens gays que 41% deles têm experimentado um relacionamento aberto, segundo uma pesquisa realizada pela FS Magazine.

No Brasil, casais gays também estão mais propensos a estarem em relacionamentos abertos que em estritamente monogâmicos. É o caso de Sérgio Rocha (@sergiorochaoliv), de 24 anos, e Vinicius Soares (@veenisoares), de 32. Juntos há pouco mais de seis anos, os dois seguem firme e forte mantendo um relacionamento aberto. “Somos dois homens que se amam e respeitam a individualidade e vontades de cada um”, conta o casal, esclarecendo que “cada relacionamento se molda da forma que seja interessante para ambos”.

Quando o assunto é traição, os dois são diretos: “No nosso relacionamento consideramos traição aquilo que foi quebrado de comum acordo”. “Temos uma regra de sempre transarmos juntos com uma terceira pessoa mas não impede que cheguemos a um acordo de só um dos dois ir, ou irmos em ocasiões diferentes. Se tudo for feito como o combinado, tá valendo, saiu dessa linha, é traição”.

Para o casal, um dos pontos positivos de um relacionamento aberto saudável é que, enquanto falar sobre atração e ciúmes pode ser mal recebido em um relacionamento fechado, no relacionamento aberto é importante que ambos sejam honestos sobre isso, a fim de lidar com o assunto juntos. “Ciúmes existem como em qualquer relação, solucionamos conversando e tentando chegar a um consenso”, contam eles.

De noite, o casal se despe dos pudores e juntos protagonizam um show de sexo ao vivo na festa Hole (@welcometohole), que rola todas as quintas-feiras no TV Bar, em Copacabana. “É sexo ao vivo, sem encenação, sem ensaio, transamos como qualquer outra pessoa, só que com platéia”, contam. As performances são totalmente interativas com o público da festa, desde que os mesmos respeitem as regras.

Vinicius foi o primeiro a topar o desafio. Após uma conversa conversa com JP Marinho, produtor do selo, ele decidiu virar um dos “coelhinhos” – apelido dado para quem realiza os shows de sexo ao vivo na festa. “Ele [JP Marinho] estava preocupado em encontrar um novo coelhinho porque um dos meninos tinha desistido e era muito difícil pra ele achar alguém que quisesse fazer a festa não só pela grana, mas que se sentisse à vontade e gostasse mesmo. Então, eu me ofereci e ele aceitou”, lembra Vinicius.

Foi, então, que ele viu a oportunidade de formar a dupla perfeita com o namorado e decidiu convidar Sérgio para o time. “Fiquei receoso durante um tempo, mas depois de algumas conversas com o produtor da festa, resolvi topar. Fiz meu primeiro show e fiquei apaixonado pelo evento, equipe e virei um coelhinho”, conta Sérgio.

Hoje, os dois são coelhinhos principais da festa e colecionam algumas histórias divertidas envolvendo o público. Vinicius conta que durante uma das apresentações do casal, o show precisou ser interrompido após um rapaz exaltado virá-lo de ponta à cabeça. Já Sérgio, precisou sair da boate de curativo! “Eu tenho piercing no mamilo esquerdo, e uma vez um cliente exagerou, quase arrancou minha joia com a boca”, lembra.

Apesar disso, o casal não pensa em abandonar o posto de coelhinhos tão cedo: “É tudo tão gratificante, o público, a produção da festa, o feedback das pessoas… que esses pensamentos não rendem”.

Ficou a fim de conferir a performance dos coelinhos?! Nesta quinta-feira (01/11), Sérgio se apresenta ao lado de Sajoão (@sajoao) na festa Hole, no TV Bar, em Copacabana. Já na sexta (02/11), o selo preparou uma edição extra e contará com a performance do casal. #PheenoIndica

Felipe é redator do Pheeno! Focado em explorar cada vez mais a comunicação em tempos de redes sociais, o carioca de 22 anos divide seu tempo entre o trabalho e a faculdade de jornalismo, sempre deixando espaço para o melhor da noite carioca!