Após conquistar a Vogue Itália, EP dx maranhense Enme estoura nas plataformas digitais.

Enme, do Maranhão para o Mundo!

“A nação que mais mata LGBT, mulher, preto, viado e dizem não ver, não vou ficar calado de braço cruzado, se guerra eles querem, isso eles vão ter”, é com essas estrofes que Enme começa seu 1º EP, “Pandú”, que já ultrapassou a marca de 80 mil streams nas plataforma digitais.

As críticas sociais, raciais e de gênero não ficam só em “Parem de nos Matar”, música de abertura do EP, que chama a atenção para as disparidades sociais e militância negra, feminina de LGBTQIA+, mas também nas demais faixas e, principalmente, nos shows da sua turnê de lançamento, que tem chamado muita atenção.

Enme Paixão é uma multiartista queer maranhense rapper,cantora, compositora e DJ, que lançou seu 1º EP no dia 17 de maio e já atraiu olhares da revista Vogue Itália, não apenas pelo seu visual, mas principalmente pela qualidade sonora das suas faixas autorais. Segunda a revista, seu trabalho não tem somente relevância local, como também nacional e internacional.

”Pandú” é composto por 6 faixas que trazem uma mistura dos ritmos regionais, hip hop, r&b, afro beat, Bahia bass, trap e samba, “o objetivo era justamente esse, quebrar a ideia de música local e, ainda assim, carregar tanta regionalidade. Nos shows da turnê, é ainda surreal ouvir o público cantar todas as músicas inteiras. Em um show autoral, onde canto todas as minhas parcerias e lançamentos solo, com bailarinos e tudo mais, do jeitinho que a Beyoncé me ensinou a fazer. E a cada show, o publico se torna mais fiel e empolgado. Ta sendo maravilhoso construir tudo isso aqui na minha terra e não vejo a hora de levar isso pro Brasil inteiro” destaca x artista.

A primeira música de trabalho é uma explícita homenagem à cultura maranhense, “Juçara” fala sobre as lendas, cultura, músicas e gastronomia do Maranhão. É um apanhado de referencias que falam sobre a relação dx artista com seu estado natal, fortalecendo seu sentimento de pertencimento à cultura local. O EP também conta com participação da cantora Maya Black, na música “Neguinho” e um remix de “Sarrar”, em versão funk 150, como faixa bônus (liberara pra download antes da estreai do EP). A capa foi desenvolvida pela equipe da Cazzu BR em parceria coma gravadora Sotaque, na Angola, onde foram finalizadas as faixas.

Arquiteto, DJ, VJ, Produtor de Eventos e redator colaborador de conteúdos sobre diversidade LGBTI+ do portal Pheeno.com.br! #MandaAssunto