Mesmo com estoques baixos, Ministério da Saúde mantém proibição de doação de sangue por gays

Mesmo com o grande número de hemocentros pelo país com baixa nos estoques de sangue devido à pandemia de coronavírus, o Ministério da Saúde informou à BBC News Brasil que vai manter as restrições atuais à doação de sangue por gays.

“O Ministério da Saúde informa que as regras estabelecidas na Portaria de Consolidação GM/MS n° 5, de 28/09/2016, que substitui a portaria n° 158/2016, visam, sobretudo, a segurança transfusional, permanecendo inalteradas”, diz a nota enviada à BBC News Brasil. Conforme as normas do Ministério da Saúde, desde 2016, homens que tiveram relações sexuais com outros homens nos 12 meses anteriores à doação não podem doar. Ainda devido a essa norma, o grupo também não pode doar plasma para pacientes infectados com a Covid-19, um novo tipo de tratamento testado.

No entanto, em alguns países, foi iniciado um movimento para flexibilizar as regras após registrarem uma queda acentuada nos estoques de sangue por causa das medidas de isolamento social decretadas para combater o coronavírus. Um dos países a mudar as normas foi os Estados Unidos, onde o veto sempre dividiu opiniões.

Em uma decisão urgente e inédita, o FDA (Food and Drugs Administration, a Anvisa americana) reduziu de 12 para três meses o período em que homens que tiveram relações sexuais com outros homens são considerados inaptos à doação de sangue. “Manter um suprimento adequado de sangue é vital para a saúde pública. Doadores de sangue ajudam pacientes de todas as idades – vítimas de acidentes e queimaduras, pacientes submetidos a cirurgias cardíacas e transplantes de órgãos e aqueles que lutam contra o câncer e outras condições com risco de vida”, afirmou o FDA em seu site.

Felipe é redator do Pheeno! Focado em explorar cada vez mais a comunicação em tempos de redes sociais, o carioca de 25 anos divide seu tempo entre o trabalho e a faculdade de jornalismo, sempre deixando espaço para o melhor da noite carioca!