Ativista LGBT pede aposentadoria por invalidez após juiz autorizar “cura gay”

Diante da notícia da liminar que abre brecha para que psicólogos ofereçam a terapia de reversão sexual, conhecida como “cura gay”, o diretor-presidente da Aliança Nacional LGBTI, Toni Reis, enviou esta segunda-feira (18/09) um e-mail ao governo federal solicitando sua aposentadoria compulsória retroativa por “homossexualismo”.

Reis enviou o requerimento para o juiz federal Waldemar Cláudio Carvalho, que assina a decisão judicial; para a procuradora-geral da República, Raquel Dodge; e para os ministros Ronaldo Nogueira (Trabalho e da Providência Social) e Ricardo Barros (Saúde). “É minha forma de protestar. E também anunciamos que, se for necessário, recorreremos contra a liminar no Supremo Tribunal Federal e na Comissão Interamericana de Direitos Humanos”, afirmou Reis em entrevista ao jornal “O Globo”.

Segundo o texto, a liminar “infere que as pessoas homossexuais são doentes”. Reis afirma que, de acordo com estatísticas, há 20 milhões de homossexuais no país, e que agora seriam “elegíveis para receber aposentadoria por invalidez”.

Ele afirma que, “sendo uma dessas pessoas inválidas, devido à minha condição homossexual que é de notório saber, venho por meio deste requerer minha aposentadoria compulsória, com direito a acompanhante especializado, retroativa até o início das primeiras manifestações da minha homossexualidade, por volta de 1970”.

Toni Reis sugere que o valor mensal do benefício seja de 24 salários mínimos e que os aposenados tenham direito a passaporte diplomático “para poder empregar o tempo ocioso em viagens ao exterior, buscando a cura em centros avançados, e também divulgando a boa nova brasileira relativa à cura do ‘homossexualismo'”.

Felipe é redator do Pheeno! Focado em explorar cada vez mais a comunicação em tempos de redes sociais, o carioca de 25 anos divide seu tempo entre o trabalho e a faculdade de jornalismo, sempre deixando espaço para o melhor da noite carioca!