MG: Prostitutas cis e trans fazem paralisação e pedem inclusão no grupo prioritário por vacina em Belo Horizonte

Belo Horizonte viu quase duas mil prostitutas paralisarem suas atividades nesta semana. Com a rede hoteleira fechada, na região boêmia da Rua Guaicurus, e tendo que se arriscar nas ruas, elas querem ser incluídas no grupo prioritário para vacinação contra a Covid-19.

“Nossa profissão é de risco. Muitas estão afastadas com medo”, disse a presidente da Associação das Prostitutas de Minas Gerais (Aprosmig), Cida Vieira, em conversa com o portal G1. A instituição representa mulheres cis e trans que atuam como profissionais do sexo.

Para Cida, a vacina é fundamental para que elas possam voltar ao trabalho com segurança. “Muitas de nós estão sem ajuda e nenhum benefício. A sociedade hipócrita precisa dos nossos serviços, mas nos repele. Muito preconceito e estigma. O que aumentou com a pandemia”, desabafou ela.

Muitas tinham conseguido o auxílio emergencial de R$ 600 em 2020. Agora, elas tentam receber o novo benefício, mas que representa menos da metade do disponibilizado no ano passado. “Trabalhadoras sexuais estão necessitando de leite, fraudas, cestas básicas, itens de higiene. Muito triste”, disse Cida. Doações podem ser feitas pelo telefone: (31) 9723-8325.

Saiba como ajudar a Aprosmig

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Thiago Araujo é editor-chefe e criador do Pheeno! Referência no cenário pop LGBTQIA+ nacional, o carioca de 30 anos é jornalista e empresário do ramo do entretenimento, além de agitar as pistas como DJ mundo afora!