Jovem gay iraniano de 20 anos é decapitado por irmãos e primos em “crime de honra”

Um jovem gay iraniano de 20 anos foi brutalmente assassinado e decapitado por sua família em um horrível “assassinato de honra” depois de descobrirem que ele era gay. Alireza Fazeli-Monfared teria sido assassinado por seu irmão e primos na última terça-feira (04/05) depois que militares iranianos o dispensaram do serviço por causa de “depravações sexuais”.

Por volta das 19h da noite de terça, Alireza falou com sua mãe ao telefone pela última vez, disse o melhor amigo da vítima ao Iran Wire. Pouco depois, seu meio-irmão chegou a casa de Alireza e disse que o pai deles precisava vê-lo. O jovem foi levado de carro para o vilarejo de Borumi, próximo à capital Ahvaz, onde seu irmão e seus primos o assassinaram e decapitaram, antes de jogar seu corpo perto de uma árvore. Alireza planejava fugir do Irã e se juntar ao namorado refugiado na Turquia. Seu parceiro, o ativista Aghil Bayat, disse à rede LGBTQ+ iraniana 6rang que os assassinos ligaram para a mãe de Alireza logo após o crime e disseram a ela onde encontrar o corpo do filho. Ela precisou ser hospitalizada em estado de choque após o receber a notícia, contou Bayat. Mais tarde, ele disse à Rádio Zamaneh que os assassinos do namorado foram presos.

O Irã exige que todos os seus cidadãos do sexo masculino acima de 18 anos se alistem no serviço militar, à exceção de homens gays e mulheres transexuais, que são oficialmente citados como tendo “transtornos mentais” e “depravações sexuais”. “O assassinato de Alireza como resultado de sua orientação sexual declarada em seu cartão de serviço militar [isenção] mais uma vez forneceu prova para nosso alerta há vários anos sobre os riscos causados ​​pelo processo de isenção do serviço militar para homens gays iranianos e sublinha a necessidade de legislação para prevenir esses riscos à segurança”, disse 6rang em um comunicado compartilhado no Instagram.

LGBTs são frequentemente alvos dos chamados “crimes de honra” sob a crença de que trouxeram vergonha ou desonra para a família. Um estudo de 2019 publicado no The Journal of Interpersonal Violence descobriu que a “violência de honra” anti-LGBTQ+ ainda é usada e incentivada em todo o mundo. Um relatório compilado pela 6rang em 2020 descobriu que seis em cada 10 pessoas LGBTs no Irã foram agredidas por parentes, enquanto quase a metade foi agredida sexualmente em público.

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Felipe é redator do Pheeno! Focado em explorar cada vez mais a comunicação em tempos de redes sociais, o carioca de 25 anos divide seu tempo entre o trabalho e a faculdade de jornalismo, sempre deixando espaço para o melhor da noite carioca!