Justiça do DF mantém prisão de sargento da Aeronáutica que matou mulher e ex-vizinho gay por ciúmes

A Justiça do Distrito Federal manteve a prisão preventiva do militar da reserva da Aeronáutica Juenil Bonfim de Queiroz. Ele foi preso em flagrante, em 2019, pelo feminicídio da esposa Francisca Naidde de Oliveira Queiroz, 57 anos, e do vizinho deles Francisco de Assis Pereira da Silva, de 42. O acusado acreditava que os dois tinham um caso, mas Francisco era gay e casado com outro homem.

A decisão, do dia 11 de agosto, foi tomada pelo juiz Frederico Ernesto Cardoso Maciel, ao reanalisar se a prisão preventiva do militar se mantém legal. Dois anos e dois meses após os homicídios, o caso ainda não foi julgado e não há data para a realização do júri popular. Segundo o magistrado, o processo corre normalmente e não há demora injustificada da Justiça. “A prisão preventiva, no presente caso, tem por objetivo a preservação da ordem pública. O afastamento cautelar do réu da sociedade se mostra apto para alcançar tal objetivo, visto que a gravidade em concreto do fato praticado, demonstrado pelo modus operandi na prática do delito, demonstra que a liberdade do acusado expõe risco à garantia da ordem pública. Dessa forma, a medida se mostra adequada”, afirma na decisão.

O crime ocorreu em 12 de junho de 2019, Dia dos Namorados. Ao chegarem no prédio onde moravam, Juenil e Francisca encontraram o ex-vizinho de quem o militar tinha ciúmes. Francisco estava com o companheiro, Marcelo Brito. Os dois tinham ido visitar amigas que moravam no mesmo prédio onde haviam residido por dois anos. Lá, o sargento da reserva da Aeronáutica chamou Francisco para conversar no apartamento onde morava com a mulher e a discussão teve início. Após o assassinato das vítimas, o acusado pediu a Marcelo que chamasse a polícia. O companheiro de Francisco então saiu correndo do apartamento e conseguiu ajuda.

Francisca foi atingida por pelo menos quatro disparos e, segundo a policia, morreu na hora. Já Francisco foi atingido por um tiro na cabeça. Ele chegou a ser levado ao hospital, mas não resistiu. O réu responde por duplo homicídio qualificado, por feminicídio, por motivo torpe e por ter agido de maneira a impossibilitar a defesa das vítimas.

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