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PM gay do DF entra com 12 ações indenizatórias após ataques homofóbicos em grupo de Whatsapp

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Alvo de comentários homofóbicos em um grupo de WhatsApp, o policial militar Henrique Harrison, de 29 anos, protocolou 12 ações cíveis com pedidos de indenização por danos morais contra colegas de farda. Entre eles, há oito militares, sendo sete policiais e um bombeiro.

Harrison disse que as ofensas vieram após ele ter publicado uma foto dando um beijo em seu namorado. Segundo o advogado Jostter Marinho, que representa o policial militar, as ações pedem o pagamento de R$ 25 mil, de cada um deles, por danos morais. Ao todo, o valor dos processos chega a R$ 300 mil. “Os processos tem como fundamento o dano causado ao Henrique pela degradação e exposição vexatória de sua imagem e orientação sexual. Exposição está que, pela lei de Injúria Racial e pela ADO 26 (Ação Declaratória de Inconstitucionalidade por Omissão), caracterizam como ilegais os atos dentro da tipificação da homofobia“, diz o advogado.

O processo corre em segredo de Justiça, por isso, o nome dos denunciados não foi divulgado. Os envolvidos foram denunciados pelo Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) em ação aceita pela Justiça do DF em maio deste ano. O órgão já havia pedido multa mínima de R$ 12 mil dos réus, por danos morais coletivos. O policial permanece afastado das atividades profissionais. A medida foi tomada depois que ele denunciou os ataques homofóbicos ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios.

“O que me motivou nos processos foi ver que eu tenho essa força. É para não ficar amedrontado dentro do militarismo, como eu estava“, diz o PM ao G1. Apesar de estar abalado, Henrique espera poder voltar às atividades na corporação. “Eu espero sempre o melhor da polícia, sei dos meus direitos humanos, faz parte do meu papel“, conta.

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