Candidata a vacina contra HIV desenvolvida pela Johnson & Johnson apresenta baixa eficácia

A farmacêutica norte-americana Johnson & Johnson anunciou, nesta terça-feira (31/08), que a tão esperada vacina contra o HIV desenvolvida pelo laboratório não forneceu a proteção adequada contra a doença. Mesmo sem apresentar nenhum efeito colateral grave nas voluntárias, a eficácia da imunizante foi de pouco mais de 25%.

Apesar da nossa decepção que a vacina candidata não forneceu um nível suficiente de proteção contra a infecção pelo HIV no ensaio Imbokodo, o estudo fornecerá descobertas científicas importantes na busca contínua por uma vacina para prevenir o HIV“, disse Paul Stoffels, diretor científico da Johnson & Johnson. O ensaio clínico recebeu o nome de Imbokodo e todas as voluntárias eram mulheres jovens de cinco países da África Subsaariana. Essas regiões foram escolhidas porque mulheres e meninas representam a maior parcela dos novos casos de HIV no continente.

Para avaliar a eficácia da vacina as mulheres foram dividas em dois grupos: um que receberia quatro injeções da vacina ao longo de um ano e outro, placebo. Entre as que tomaram o imunizante, 51 das 1.079 participantes contraíram o vírus, no grupo placebo, o número de infecções foi 63 entre as 1.109 participantes. Em comunicado, a Johnson garantiu que as participantes infectadas pelo HIV durante o estudo foram encaminhadas a “serviços de tratamento e assistência de alta qualidade”.

Paralelamente, a empresa está trabalhando em um ensaio com foco em homens que fazem sexo com homens e pessoas transexuais. Com previsão de conclusão em março de 2024, esse estudo está sendo realizado nas Américas e na Europa, onde a cepa do vírus difere da prevalente na África.

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