Luísa Marilac acusa YouTube de transfobia e afirma que plataforma vem boicotando seu canal

Ativa no YouTube desde 2009 e com mais de 123 mil inscritos eu seu canal, Luísa Marilac usou as redes sociais para denunciar a transfobia da plataforma que a deixou famosa. A produtora de conteúdo afirma não conseguir suporte para verificar seu perfil e que conteúdos sobre pessoas trans são prejudicados.

Também faço parte dessa história, YouTube. Tenha um pouquinho mais de respeito por mim, sou parceira há muitos anos. Meu vídeo fez história, é um dos pioneiros. Já tentei verificar meu canal e não consigo porque não me disponibilizam uma ferramenta para isso”, desabafou na última quinta-feira (27/01) pelo Instagram. “O que me deixa louca é que vocês respondem as pessoas dos meus comentários e não me respondem. Vocês estão falando com uma parceira de vocês há anos. Mais respeito por mim e pela minha história”, completou.

Em conversa com o portal iG Queer, Luísa afirma que a conduta transfóbica da plataforma não é novidade. “Eu, como travesti que lido com eles no dia a dia, sei que é muito difícil. Se você coloca um vídeo com o tema ‘travesti’ ou ‘transgênero’, ou ‘trans alguma coisa’, automaticamente o YouTube te boicota e coloca seu vídeo em análise”, afirma. “Como a palavra ‘travesti’ soa como algo ruim, te desmonetizam”, explica.

Como exemplo, ela usa o caso de um vídeo publicado em seu canal, em 2013. Na gravação, Luísa compartilha com assinantes a realidade de trans e travestis que trabalham como profissionais do sexo em uma estrada de Guarulhos, em São Paulo. “O vídeo bateu um milhão de visualizações porque é um vídeo interessante, mas foi desmonetizado pelo YouTube. Eu nunca ganhei um centavo com ele”, aponta. “O que me deixa mais triste é ser ignorada mesmo tendo um dos vídeos mais importantes do Brasil. Foi o primeiro vídeo a se tornar um meme, antes de existir a palavra meme. Eu marco a plataforma nas minhas queixas e não me respondem, me ignoram”, lamentou.

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Felipe é redator do Pheeno! Focado em explorar cada vez mais a comunicação em tempos de redes sociais, o carioca de 25 anos divide seu tempo entre o trabalho e a faculdade de jornalismo, sempre deixando espaço para o melhor da noite carioca!