Pigossi fala de sexualidade, relação com pai bolsonarista e relembra crise de pânico com boatos sobre Rodrigo Simas

Dois meses após assumir publicamente o romance com o cineasta italiano Marco Calvani, Marcos Pigossi deu um longo depoimento à revista Piauí, no qual relatou a jornada para assumir sua orientação sexual, falando ainda de fake news antiga sobre ele e Rodrigo Simas e da sua relação com pai, Oswaldo Pigossi, eleitor de Bolsonaro (PL).

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Pigossi lembrou que seu primeiro papel de destaque foi em “Caras & Bocas“, de Walcyr Carrasco, em 2009, vivendo um gay afeminado com o bordão “fiquei rosa chiclete“. “Aos 20 anos, eu estava realizando o grande sonho de trabalhar como ator na maior indústria de entretenimento do país, mas vivia um drama pessoal: sentia calafrio só de pensar que o público poderia desconfiar que a sexualidade do personagem e do ator era a mesma. Essa possibilidade me aterrorizava”, conta. “Era como se estivesse usando uma máscara de heterossexual. A alegria de fazer um personagem que caiu no gosto do público me trouxe aflição. Precisei de ajuda. Recorri à terapia durante a gravação da novela. Fazia análise três vezes por semana”.

Em 2012, ele foi vítima de fake news sobre um suposto affair com Rodrigo Simas, seu colega na novela “Fina estampa“. O desespero e nervosismo desencadearam uma crise de pânico no ator, que havia acabado de desembarcar em um aeroporto do Rio quando leu a notícia. “Tive uma crise de pânico, comecei a tremer e suar. Fui para o banheiro do aeroporto, me tranquei em uma cabine e comecei a vomitar. Liguei para meu parceiro, chorando. Eu dizia para mim mesmo que minha carreira tinha acabado. Não conseguia sair dali. Meu companheiro teve que pegar um voo de São Paulo ao Rio para me buscar“, explicou ele, que passou a tomar remédios para lidar com a situação.

Também durante a conversa, Pigossi abordou o relacionamento com o pai, que votou em Jair Bolsonaro nas eleições de 2018. “Sempre tive dificuldade de entender como um pai escolhe votar num político que insulta seu próprio filho de modo tão visceral. Meu pai e eu ficamos sem nos falar durante o ano da eleição – e até hoje temos contatos apenas esporádicos. O abismo, que já era grande, tornou-se ainda maior. Meu pai é um cara afetivo, sensível. Sou o primeiro gay com quem ele lida. Pouco a pouco, espero que ele aprenda a lidar com naturalidade”, desabafa.

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Felipe é redator do Pheeno! Focado em explorar cada vez mais a comunicação em tempos de redes sociais, o carioca de 25 anos divide seu tempo entre o trabalho e a faculdade de jornalismo, sempre deixando espaço para o melhor da noite carioca!