Acusada de homofobia, mulher vai até trabalho da vítima após ser intimada a responder por danos morais

Acusada de homofobia por um atendente de uma drogaria em São Paulo, uma mulher teria ido até o local de trabalho da vítima, Leandro Barros Silva, na última segunda-feira (21/03) após ser citada em processo judicial no dia 17 de fevereiro para responder por danos morais.

Em conversa com à revista Marieclaire, Leandro conta que a acusada, Lays dos Santos Vilar, foi até a unidade da Drogaria São Paulo, onde trabalha como atendente, para pedir que colegas de trabalho testemunhassem em seu favor. “Eu estava em meu horário de almoço e não sabia que ela estava na loja. Estava saindo para comprar algo para comer, minha gerente me chamou e falou para eu não sair, mas sem dizer o motivo. Depois eu soube que era porque a dona Lays estava na loja e minha colega de trabalho me contou que ela foi pedir para depor a favor dela. Eu não sei sobre o que elas conversaram, e também não procurei saber, porque não iam me contar. Mas ela foi até a loja tentar convencer alguém a depor contra mim“, relata Leandro.

Segundo o atendente, o caso teria ocorrido no dia 28 de outubro de 2021. Ele conta que uma colega teria pedido auxílio no atendimento a Lays, que estaria bastante irritada. Leandro prestava esclarecimentos sobre o preço de um lenço umedecido, quando pediu para que a cliente pegasse seu cachorro que estava no chão e o colocasse no colo, já que são proibidos animais no local. “Assim que comecei a falar, ela virou as costas e disse que não queria ser atendida por um rapaz ‘como eu’. Até então eu não me toquei que se tratava de homofobia, porque eu não tive essa malícia de perceber na hora que ela estava sendo homofóbica e não queria ser atendida por mim porque sou gay“, conta.

Lays, então, passou a ser atendida por outra atendente da drogaria. No entanto, voltou a colocar o cachorro no chão. “Tornei a falar que era proibido, até por uma questão de lei, e ela retrucou dizendo que iria deixar o cachorro no chão. Eu falei que era uma escolha dela e novamente ela respondeu afirmando que eu teria que ser ‘muito homem’ para colocar o cachorro no colo dela. Eu disse que homem eu sou, mas era uma questão de lei. Até que virei as costas, fui em direção ao balcão e foi quando ela disse ‘vai lá sua bicha louca surtada‘”. Após o ocorrido, ele conta ter acionado a polícia.

Isso causa muita revolta, mas depois que passou eu me senti humilhado. Fui para o banheiro e comecei a chorar repetidamente“, desabafa Leandro. LGBTfobia é considerada crime desde 13 de junho de 2019, quando a homofobia e transfobia foram equiparadas ao crime de racismo pela Lei 7716/89.

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Felipe é redator do Pheeno! Focado em explorar cada vez mais a comunicação em tempos de redes sociais, o carioca de 25 anos divide seu tempo entre o trabalho e a faculdade de jornalismo, sempre deixando espaço para o melhor da noite carioca!