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Publicitário acusa rede Droga Raia de homofobia ao ser cadastrado como “Gaylileu” no sistema da farmácia

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Um publicitário de 33 anos, de São Paulo, usou as redes sociais para acusar a Droga Raia de homofobia depois que passou a ser chamado de ‘Gaylileu‘ pela rede de farmácias no ano passado. Galileu Araujo Nogueira entrou com ação na Justiça cobrando R$ 44 mil de indenização por dano moral da farmácia, além de exigir que ela crie programas de treinamentos com funcionários.

Segundo Galileu, a história começou quando ele recebeu uma mensagem pelo celular em que era chamado pelo nome incorreto. “Achei estranho ver o meu nome escrito com um Y ali, afinal, poderia ser um erro de digitação. Mas porquê um Y (uma letra tão longe no teclado)? Depois de alguns segundos, entendi o que tinha acontecido. Tinha sofrido homofobia”, relatou. Ele conta que sua primeira reação foi pedir para retirar o número da base de dados da empresa. No entanto, ao fazer compras na farmácia, todos os seus cupons de promoção e recibos continuavam com a grafia do seu nome errada. Em uma ocasião, um dos funcionários perguntou se o nome dele era realmente “gaylileu“com uma risadinha discreta no fundo”. “Contei para alguns amigos e todos eles ficaram em choque e falaram: ‘amigo, isso é homofobia e você não pode deixar passar’. E só aí eu caí na real o quanto há comunicação violenta no trato da marca para comigo“, conta.

Ele, então, processou a farmácia pedindo indenização por dano moral (constrangimento), uma retratação e um treinamento sobre homofobia para os funcionários da rede. Segundo Galileu, durante a audiência de reconciliação, o grupo Raia Drogasilse posicionou dizendo que já tinha treinamentos sobre o tema e ofereceu R$ 5 mil“. Ele ainda informou que a empresa pediu para que ele sugerisse o tipo de treinamento que deveria ser dado. No entanto, o publicitário não aceitou o acordo e decidiu seguir com o processo.

Por meio de nota, o grupo Raia Drogasil disse que reconhece e lamenta o transtorno sofrido por Galileu. A drogaria ainda informou que é integrante do Fórum de Empresas e Diretos LGBTI+ e que fazem “questão de divulgar internamente para os nossos 50 mil funcionários que a empresa respeita a comunidade LGBTI+“, assim como o compromisso público “de ter um ambiente livre de discriminação.”

Confira a denuncia de Galileu

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