Homem vandaliza mural LGBTQIA+ e é condenado a escrever 25 páginas sobre massacre na boate Pulse

Um homem condenado por vandalizar um mural de rua LGBTQIA+ na Flórida durante um comício para o ex-presidente Donald Trump no ano passado foi ordenado por um juiz a escrever uma redação sobre o massacre da boate Pulse.

De acordo com o BuzzFeed.News, documentos do tribunal criminal do condado de Palm Beach mostram que, durante uma audiência realizada na última quinta-feira (21/04), o juiz Scott Suskauer determinou que Alexander Jerich, de 20 anos, escrevesse 25 páginas sobre o tiroteio em Orlando que deixou 49 mortos e 53 gravemente feridos, em 2016. Jerich foi preso depois que usou o caminhão de seu pai para deixar marcas de pneus queimados sobre o mural de rua de arco-íris que havia sido pintado em um cruzamento em Delray Beach, em 14 de junho do ano passado. A obra de arte havia sido revelada apenas dois dias antes do ocorrido para celebrar o mês do Orgulho LGBTQIA+. Segundo uma queixa criminal, um cidadão preocupado alertou a polícia para um vídeo que mostrava o mural sendo danificado.

Jerich estava participando de um comboio organizado por republicanos locais para marcar o aniversário de Trump. Outra pessoa que estava presente na manifestação se apresentou e revelou aos investigadores que ouviu um homem gritar: “Adam, destrua esse cruzamento gay”. A testemunha ainda disse à polícia que se sentiu obrigada “a se apresentar, não apenas como membro da comunidade, mas como homem gay”. Jerich se declarou culpado em 1º de Março por crime de responsabilidade e condução imprudente. Sua redação sobre o caso da boate Pulse deve ser escrita antes da audiência em que será revelada sua sentença completa, marcada para o dia 8 de Junho.

Os promotores querem que ele seja condenado a 30 dias de prisão, além de serviços comunitários e cinco anos de liberdade condicional. Em vez disso, seu advogado, Robert Pasch, pediu que Jerich recebesse uma sentença de três anos de liberdade condicional com serviço comunitário “criado restaurativamente com a contribuição da comunidade LGBTQ“. Em uma recomendação de sentença, Pasch argumentou que Jerich reconhece e lamenta a dor e a raiva sentidas pelos membros da comunidade”. Mas Rand Hoch, presidente do Conselho de Direitos Humanos do Condado de Palm Beach, disse em uma declaração de impacto ao tribunal que Jerich nunca se desculpou com sua organização ou com outros grupos LGBTQIA+ na área.

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