Prefeitura do Rio proíbe uso de caixas de som nas praias da cidade e medida divide opiniões nas redes sociais

Uma prática vem crescendo nas areias cariocas: o uso de caixinhas portáteis de som. Eleita a segunda melhor do mundo para o público LGBTQIA+, a Praia de Ipanema, na zona sul do Rio, é um bom exemplo disso. Em dias de sol quente, é muito comum encontrar inúmeras caixas de som, tocando os mais variados gêneros musicais. Contudo, a partir desta terça (26/04), está proibido a utilização de caixas de som ou de qualquer outro tipo de aparelho que cause poluição sonora nas areias cariocas.

Um decreto do prefeito Eduardo Paes, publicado no Diário Oficial do Município, dá “efetividade à proibição legal de utilização de caixas de som ou quaisquer meios de amplificação sonora nas praias da Cidade do Rio de Janeiro”. O texto prevê que o uso de caixas de som será coibido pela Guarda Municipal, que poderá apreender o equipamento sonoro. O decreto também prevê que, no momento da apreensão, os guardas precisam emitir um “termo de retenção de equipamento sonoro“. A exceção são para uso em atividades desportivas ou de lazer autorizadas pela prefeitura, além de eventos também previamente autorizados.

A medida pegou os cariocas de surpresa e dividiu opiniões nas redes sociais. Há quem não veja problema em curtir um som na praia. No entanto, nem sempre a convivência com a caixinha de som alheia é pacifica. “Eu simplesmente ODEIO quem vai com caixa de som alto na praia. Puta desconforto pra quem está de boas ou ouvindo seu sonzinho baixinho. Os caras chegam com umas bazucas sonoras e quebram o clima geral“, opinou um inernauta no Twitter. “Eu detesto caixa de som na praia, porém, achei essa decisão muito errada“, comentou outro.

A praia é um espaço social, a caixa de som, diferente do fone, é uma feramente de socialização da música e consequentemente da cultura. Eu não tô falando que acho agradável como é hoje, só que é preciso uma solução que ofereça espaço e possibilidade pra esse tipo de socialização“, sugeriu outro internauta. “A praia é um ambiente social e público. Ser público significa que devem haver regras de convívio que passa por não incomodar o os outros frequentadores. Caso contrário, vira terra-de-ninguém. Som alto deve ser ambiente privado e, ainda sim, de forma que não incomode o vizinho“, disse outro. E vocês, o que acharam da decisão?!

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Felipe é redator do Pheeno! Focado em explorar cada vez mais a comunicação em tempos de redes sociais, o carioca de 25 anos divide seu tempo entre o trabalho e a faculdade de jornalismo, sempre deixando espaço para o melhor da noite carioca!