Estudante da Universidade Federal de Alagoas denuncia transfobia e funcionário terceirizado é afastado

A Universidade Federal de Alagoas (Ufal) afastou um funcionário do restaurante universitário do campus A.C. Simões, em Maceió, depois de ele ter sido acusado de cometer transfobia contra uma aluna. Em uma rede social, Nefertiti Souza, estudante de Letras, que é transexual, contou que o funcionário passou a chamá-la pelo pronome masculino, mesmo sendo alertado como deveria chamá-la.

Houve um ocorrido no qual um dos funcionários desrespeitou o meu pronome. Quando eu o corrigi, ele o fez mais três vezes, com certeza em forma de deboche. E quando a gente acabou tendo ali uma discussão por causa disso, a minha companheira, que estava comigo, foi perguntar o nome dele, falando que a gente ia tomar uma medida, que a gente ia entrar em contato com a pró-reitoria estudantil, a resposta dele foi a seguinte: ‘Eu não preciso trabalhar aqui. Eu sou concursado no interior’, demonstrando total impunidade pelo que ele faz cotidianamente, porque é um ato que não é a primeira vez que ele fez”, diz a aluna. “Ele já fez isso várias outras vezes, já foi corrigido várias outras vezes, e nunca tinha nos tratado assim, com tanta violência. Ele gritou, enfim, foi muito desconfortante“, lamentou Nefertiti.

Em comunicado publicado nas redes sociais, a Ufal informou que abriu procedimento administrativo para apurar o ocorrido e avisa que pediu à empresa contratada para gerenciar o restaurante o afastamento imediato do funcionário acusado de transfobia. “Será realizada reunião com todos os colaboradores do restaurante, a fim de reforçar a necessidade e importância do pleno respeito às diferenças no atendimento ao nosso público”, afirmou a universidade.

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Felipe é redator do Pheeno! Focado em explorar cada vez mais a comunicação em tempos de redes sociais, o carioca de 25 anos divide seu tempo entre o trabalho e a faculdade de jornalismo, sempre deixando espaço para o melhor da noite carioca!