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Serial killer de Curitiba tem pena mantida por assassinato de professor em Santa Catarina

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Acusado de roubar e matar estrangulado o professor universitário Robson Paim durante um suposto encontro amoroso em Abelardo Luz, no Oeste catarinense, José Tiago Correia Soroka teve a pena de 30 anos mantida, informou o Tribunal de Justiça de Santa Catarina na sexta-feira (30/09). Segundo a denuncia, o professor teria sido estrangulado até a morte com a alça de uma bolsa.

O réu também tem condenações no Paraná, que chegam a 104 anos pelos crimes de roubo, extorsão e latrocínio. Soroka usava sites de relacionamento para atrair suas vítimas, todos homens gays. Em abril de 2021, conforme a denúncia do Ministério Público, após uma semana de conversas por mensagens, Paim, de 36 anos, convidou o réu para um encontro em sua própria casa. Lá, foi estrangulado até a morte. Na ocasião, Soroka teria roubado o veículo da vítima e vários objetos, como notebooks, relógio e celular, antes de fugir em direção ao Paraná. Conforme reportagem do G1, a decisão considerou que o crime foi cometido por motivo torpe, com recurso que impossibilitou a defesa da vítima. O portal tentou contato com a defesa de Soroka, mas não obteve retorno.

Conforme o Tribunal de Justiça, o réu confessou o crime e revelou ter lucrado mais de R$ 5 mil com a venda dos objetos roubados. Em juízo, no entanto, ele alegou que não se lembrava de ter pego algo e que apenas levou o automóvel para fugir. “A compreensão cênica, extraída das provas produzidas e acima colacionadas, é nitidamente do cometimento de um crime de latrocínio, em que, grosso modo, a violência empregada para a subtração da(s) coisa(s) resulta em morte. Por isso, não há falar de desclassificação para o crime de homicídio”, anotou o relator em seu voto.

Segundo a polícia, os elementos do interrogatório demonstram que os crimes possuem motivação por ódio, e que o suspeito pretendia fazer uma vítima por semana. Após a repercussão dos casos, o suspeito afirmou que não conseguia mais marcar os encontros porque a imagem dele ficou conhecida, mas alegou que chegou a dizer a uma possível vitima, durante as conversas no aplicativo, que era ele o serial killer que aparecia na TV. De acordo com as informações prestadas por Soroka, a polícia estima que possam haver entre 10 e 20 pessoas possam ter sido vítimas de roubos do suspeito.

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