Tina Turner era uma destemida aliada LGBTQIA+, muito antes de se tornar popular ser uma

A comunidade LGBTQIA+ está se lembrando da lenda do rock ‘n’ roll Tina Turner como uma aliada inabalável e grande inspiração após sua morte. A cantora de “Proud Mary” faleceu “pacificamente” em sua casa em Zurique, na Suíça, na quarta-feira (24/05), aos 83 anos, “após uma longa doença“.

Tina é mais lembrada por recuperar sua carreira e vida após duas décadas trabalhando com seu marido abusivo Ike, e se tornando uma das artistas mais enérgicas do rock nos anos que se seguiram à separação. Com sucessos solo como “What’s Love Got to Do With It” e “The Best“, Tina garantiu 12 Grammy Awards, incluindo um Grammy Lifetime Achievement Award, sete Billboard Awards e um lugar na Calçada da Fama de Hollywood. Embora sua história de superação fosse em si uma fonte de inspiração para a comunidade, Tina também provou sua afinidade com LGBTs com ações reais. 

Enquanto nomes como Madonna Cyndi Lauper são rotineiramente reconhecidas por permanecerem firmes apoiando a comunidade LGBTQIA+ durante os anos 1980, quando outras celebridades viraram a cabeça, a cantora estava lá com elas, tornando conhecido também o seu suporte. Como lembrado pelo portal Pink News, em 1982, a cantora liderou a cerimônia de abertura dos primeiros Jogos Gay, realizados em San Francisco (EUA). Os jogos marcaram um novo capítulo para atletas LGBTs e estrelas do esporte em todo o mundo, e Tina estava lá para acompanhar tudo de perto.

Quase 20 anos depois, em 2000, ela mostrou seu apoio mais uma vez, expressando seus pensamentos sobre a “coisa maravilhosa” que era o casamento homoafetivo em uma entrevista à publicação LGBTQIA+, The Advocate. E depois há as drag queens! Não é surpreendente ver artistas drags compartilhando homenagens sobre como Tina Turner mudou suas carreiras e vidas. 

A rainha da 13ª temporada de “RuPaul’s Drag Race“, Tina Burner, postou uma mensagem em seu Instagram sobre como a cantora a ensinou a “nunca desistir do que você ama”. “Palavras nunca serão capazes de expressar o que esse ser humano incrível significa para mim”, escreveu a artista. Já a estrela da nona temporada de “Drag Race“, Peppermint, compartilhou como ela foi “profundamente inspirada” pela lenda do rock. Ícones LGBTQ+ em todo o mundo continuam compartilhando profunda admiração pela estrela, com Beyoncé, Elton John, Janelle Monáe e os Pet Shop Boys liderando homenagens.

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Felipe Sousa

Felipe é redator do Pheeno! Focado em explorar cada vez mais a comunicação em tempos de redes sociais, o carioca de 25 anos divide seu tempo entre o trabalho e a faculdade de jornalismo, sempre deixando espaço para o melhor da noite carioca!

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