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Contra Papa, Francis DeBernardo opina: “A igreja não pode funcionar sem padres gays”

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Depois das declarações do Papa Francisco diante da homossexualidade, alguns autores tomaram seu posicionamento diante do caso

Desde as últimas declarações do Papa Francisco sobre a homossexualidade dentro da igreja católica e nos seminários de padres, alguns autores ficaram revoltados com a conduta do papável e conversaram com o The New York Times. O veículo construiu um compilado de argumentos que ressaltam a importância da comunidade dentro do ambiente católico.

Além de ressaltar que a conduta é retrógrada, Robert Shine ressalta que antes o Francisco era visto como uma figura amigável pela comunidade LGBTQIAPN+. “Até que mudem a lei, enquanto a homossexualidade for vista como desvio e doença, nada mudará sob a cúpula de São Pedro”, disse Luciano Tirinnanzi, que tem estudos publicados sobre a igreja.

O ex-funcionário do Vaticano Francesco Lepore, que é gay, disse sobre a linguagem de “desordem” e “tendências”. “As dificuldades, as divisões que a Igreja vive… Tudo vem de lá”, ressaltou. Francis DeBernardo, diretor executivo da New Ways Ministry, comentou: “A Igreja Católica não conseguiria funcionar sem seus padres gays. Isso é um fato simples… [O papa] precisa esclarecer um pouco melhor sua mensagem porque ela pode ser confusa. Isso não ajuda a situação. Problematiza a situação”.

Dom Luigi Massi, da diocese de Andria, na Itália, ressaltou que o papa estuda muito as questões sociais, mas quando é pego de surpresa, acaba cometendo deslizes. “Quando há discursos oficiais, ele estuda, mas quando fala de improviso, uma palavra que não é completamente ideal pode escapar… Quando ele fala, usa termos que são uma mistura de espanhol, argentino, italiano”.

Austen Ivereigh, amigo e biógrafo do papa, disse que Francisco normalmente fala “muito, muito diretamente” em particular, em vez de “como um político”. Ele ainda ressalta que a sua fala não defende nenhum conduta homofóbica do papado, desconsiderando que ele pudesse ser contra a comunidade LGBTQIAPN+.