O jogador canadense de hóquei no gelo Luke Prokop, um dos poucos atletas profissionais assumidamente gays na modalidade, voltou a chamar atenção ao compartilhar um relato sincero, bem-humorado e cheio de ironia sobre os bastidores dos vestiários. Em participação no programa No Straight Answers, apresentado por Zoe Boyd, o atleta revelou que, apesar do estereótipo heteronormativo que ainda domina o esporte, certas interações entre os jogadores são, nas palavras dele, “coisas bem gays””.
Durante a conversa, Prokop comentou com naturalidade situações comuns no ambiente esportivo, como os constantes tapas na bunda entre colegas de equipe — prática que ele confirmou acontecer “o tempo todo”. A fala surgiu após Boyd sugerir o comportamento, abrindo espaço para que o jogador detalhasse a dinâmica descontraída, e por vezes contraditória, que permeia o cotidiano dos atletas.
O atleta também destacou outro aspecto curioso: as frequentes conversas explícitas sobre o corpo entre os jogadores. Segundo ele, comentários sobre o tamanho do pênis e outras comparações são recorrentes no vestiário. “Os caras ficam falando do tamanho do pênis de todo mundo, e tipo… às vezes eu tô lá parado, isso tudo acontecendo ao meu redor, e eu penso: ‘Vocês são mais gays do que eu’.” Ele acrescenta: “Sinceramente, alguns deles são. E é todo dia. Eles ficam falando do pênis uns dos outros todo dia. É muito estranho.”
Apesar disso, o atleta afirma que encontrou uma forma leve de lidar com o ambiente. Ele conta que usar o humor e até incentivar “piadinhas gays” ajudou a quebrar possíveis tensões ao entrar em novos times. “Muitos caras do time esquecem que eu sou gay. E era exatamente assim que eu queria, porque nunca quis que fosse constrangedor ou estranho para ninguém”, explicou.










