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Juliano Cazarré é detonado por atores da Globo após criar evento em defesa dos homens e da “família tradicional”

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O ator Juliano Cazarré voltou a movimentar as redes sociais ao anunciar a criação do evento “O Farol e a Forja”, iniciativa que, segundo ele, busca fortalecer o público masculino por meio de palestras sobre liderança, empreendedorismo e espiritualidade. A proposta, à primeira vista, poderia passar como mais um congresso motivacional, mas o discurso que acompanha o projeto rapidamente ganhou repercussão e dividiu opiniões.

Na divulgação, Cazarré afirmou que os homens estariam “fragilizados” na sociedade contemporânea e relembrou episódios em que diz ter sido “cancelado” por defender que homens e mulheres possuem “papéis diferentes” dentro de uma relação. O ator também declarou que costuma ser alvo de críticas “por defender a família e por não pedir desculpas por ser homem”, resumindo sua postura com uma frase provocativa: “Ele sabia que ia apanhar. E criou o evento mesmo assim”.

Convertido ao catolicismo desde 2018, Cazarré vem adotando um posicionamento público mais alinhado ao conservadorismo e tentou dar um tom conceitual ao debate. “A masculinidade não é um erro a ser corrigido, nem uma arma para ser usada contra os outros. Ela é uma ferramenta de construção para a família e para a sociedade”, escreveu. Ainda assim, a tentativa de contextualização não conteve a repercussão — pelo contrário, ampliou as críticas, especialmente entre colegas de profissão.

Nos comentários da publicação, nomes conhecidos do público se manifestaram com diferentes tons. Paulo Betti criticou o tom adotado pelo colega ao dizer: “É tanto convencimento que ele se refere a si na terceira pessoa como se fosse uma entidade”. Já Julia Lemmertz ironizou: “Que Deus tenha piedade dessa nação… Já dizia Eduardo Cunha”. Em respostas mais duras, Maeve Jinkings afirmou: “Apenas triste em te ver enredado numa auto narrativa tão perigosa e narcísica. Chega a ser irresponsável. Mas você é adulto, tem recursos”, enquanto Marjorie Estiano ampliou o debate: “Você só está reproduzindo […] um discurso que já é ampla e profundamente difundido, enraizado e que mata mulheres todos os dias”.