Diante da situação, a defesa de Gabriela Thais Santos Borges e Gabriela Lopes Fernandes solicitou que o acusado fosse citado por edital, mecanismo utilizado quando o paradeiro da pessoa é desconhecido. No entanto, o pedido foi negado pela juíza responsável pelo caso, sob a justificativa de que a Lei dos Juizados Especiais não permite esse tipo de procedimento nessa circunstância. Com isso, a defesa recebeu um prazo de cinco dias para decidir se desiste da ação ou se apresenta um “endereço correto e atualizado” do réu.
A decisão gerou indignação entre as vítimas. Em entrevista ao portal Voz da Diversidade, Gabriela Lopes criticou duramente o posicionamento da Justiça: “É um descaso absurdo do Judiciário de Minas Gerais. Uma juíza mulher indeferiu uma citação por edital na esfera cível e isso é muito triste”. Ela também destacou a dificuldade enfrentada ao longo do processo: “No momento, essa é a única saída para colocá-lo como foragido, porque faz um ano que ele está sendo procurado para comparecer e não é encontrado”. Em outro trecho, reforçou a revolta com a situação: “Não faz sentido isso caber a nós [encontrar o endereço dele], que fomos vítimas de homofobia”.
Enquanto isso, o processo criminal segue em paralelo, mas também enfrenta entraves. O acusado apresentou um atestado de insanidade mental, aceito pela Justiça, e agora o andamento depende da nomeação de um perito do Estado. A morosidade tem ampliado o desgaste emocional das vítimas, como relatou Gabriela: “Hoje ficamos frustradas com essa decisão no cível, enquanto o criminal está parado porque aguardamos o perito”. Ela ainda resumiu o impacto da situação: “É um desgaste gigantesco passar por tudo isso”.










