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Datafolha: cai apoio à aceitação da homossexualidade no Brasil pela primeira vez em quase uma década

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O levantamento mais recente do Datafolha revelou uma queda no índice de brasileiros que defendem que a homossexualidade deve ser aceita por toda a sociedade. Segundo a pesquisa, divulgada na última sexta-feira (3), 72% dos entrevistados concordam com essa afirmação, sete pontos percentuais a menos do que os 79% registrados em 2022. Em contrapartida, cresceu o número de pessoas que acreditam que a homossexualidade deve ser “desencorajada”, passando a representar 20% da população ouvida. Outros 8% não souberam responder.

Embora o resultado represente um recuo em relação ao levantamento anterior, a aceitação da homossexualidade ainda permanece acima dos primeiros registros da série histórica do instituto. Em 2013, por exemplo, o percentual era de 67%, caindo para 64% em 2014, antes de voltar a crescer para 74% em 2017 e atingir o pico de 79% em 2022. A pergunta integra o eixo de comportamento da pesquisa, que acompanha a evolução da opinião pública sobre diferentes temas sociais, como segurança, drogas, pobreza e porte de armas.

Os dados também mostram diferenças significativas entre os perfis dos entrevistados. Entre os católicos, 75% afirmam que a homossexualidade deve ser aceita, enquanto 18% defendem o desencorajamento. Já entre os evangélicos, a aceitação é menor, chegando a 61%, e a rejeição sobe para 29%. O recorte por gênero também revela disparidades: 76% das mulheres apoiam a aceitação da homossexualidade, contra 69% dos homens. Entre eles, a parcela que defende o desencorajamento alcança 24%, ante 16% entre elas.

A pesquisa ainda aponta diferenças conforme a preferência eleitoral dos entrevistados para a Presidência da República. Entre os eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 81% afirmam que a homossexualidade deve ser aceita por toda a sociedade, enquanto 14% defendem que ela seja desencorajada. Já entre os eleitores de Flávio Bolsonaro (PL), 65% apoiam a aceitação e 26% dizem que a orientação sexual deve ser desencorajada. O levantamento foi realizado presencialmente entre os dias 17 e 18 de junho, ouvindo 2.004 eleitores com 16 anos ou mais em 139 municípios brasileiros. A margem de confiança é de 95%, e a pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09956/2026.