Em meio ao ambiente das redes sociais, onde a linha entre vida pessoal, performance e imagem pública de artistas se torna cada vez mais tênue, o cantor Thiago Pantaleão acabou se envolvendo em uma discussão com um internauta após a publicação de conteúdos em que aparece participando de uma “trend” que destaca o corpo nu masculino em clima sensual.
A troca de mensagens começou quando um usuário criticou a participação do cantor na trend a partir de um tom moralista, associando a exposição do corpo à falta de credibilidade artística. Na fala, ele sugere que não se trata de conservadorismo, mas acaba reproduzindo uma leitura de viés conservador ao questionar a legitimidade desse tipo de conteúdo, além de usar uma expressão pejorativa ao se referir à trend. “Depois reclama que não tem visibilidade artística e é sexualizado… e como vai ter algo assim? Vai ser levado a sério nunca!”, disse o internauta.
Thiago respondeu de forma direta e extensa, rebatendo a crítica e defendendo sua trajetória profissional. O artista afirmou que sua relação com o corpo sempre fez parte de sua construção estética e narrativa, citando inclusive a forma como compartilha conteúdos sobre sua vida pessoal e musical. “Vida, eu vivo postando vídeos cantando, mostrando minha história com a minha mãe, meus vídeos com a Glória inclusive todos viralizam tanto no TikTok quanto no Instagram. Essa narrativa de ‘sexualização’ só pesa quando é o meu corpo, porque eu cresci admirando artistas que usam do seu corpo como forma de promover e também protestar”, afirmou.
A discussão continuou quando o internauta voltou a comentar, reafirmando que sua crítica não era moral, mas relacionada à estratégia de imagem e à exposição nas redes. Thiago, por sua vez, encerrou o debate defendendo sua vivência na indústria musical e rebatendo a ideia de que sua carreira seria limitada por esse tipo de conteúdo. “A indústria, quem? Já trabalhei com marcas internacionais, já viajei fora a trabalho, já rodei o Brasil inteiro fazendo shows. O que eu acredito é que hoje existem vários pseudo-críticos que não têm noção nenhuma de como essa indústria que você tanto diz de fato funciona, mas gostam de acreditar nos achismos para dar uma opinião sem embasamento técnico. Paz”, concluiu.














