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“Gay de Direita” viaja para ver Flávio Bolsonaro, é barrado em encontro e diz ter ficado decepcionado: “Sou fiel escudeiro dele”

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A relação entre o pré-candidato a deputado federal João Pedro Sastre (MDB-SP), conhecido nas redes sociais como “Gay de Direita”, e o bolsonarismo ganhou um novo capítulo nesta semana. Apoiador declarado de Flávio Bolsonaro (PL) e de sua família política, Sastre afirmou ter sido impedido de entrar em um encontro no Guarujá, em São Paulo, onde esperava encontrar o presidenciável. O episódio chamou atenção justamente pela contradição envolvendo um político gay que busca espaço em um campo político frequentemente criticado pelo movimento LGBTQIAPN+ por seus posicionamentos contrários às pautas da comunidade.

Nas redes sociais, Sastre relatou a frustração após se deslocar de Santos até o local da agenda. “Flávio Bolsonaro está aqui atrás, e eu sou um fiel escudeiro dele”, afirmou. Segundo ele, enquanto setores da esquerda realizam eventos abertos ao público, o grupo ligado ao senador estaria reunido com poucas pessoas. “Eu me desloquei, vim lá de Santos, atravessei a Balsa, vim no Guarujá, não consegui entrar”, reclamou. O pré-candidato ainda questionou a estratégia política do grupo: “Vai deixar para ter contato com a população quando?”, disse.

A reclamação chegou até Flávio Bolsonaro, que respondeu dizendo que não havia um evento oficial organizado por sua equipe. “Eu fui ao Porto de Santos gravar conteúdo sobre segurança pública e não havia nenhum evento”, explicou o senador. Segundo ele, apenas algumas lideranças locais haviam marcado um almoço informal. “Se eu soubesse que estava lá, com certeza falaria para entrar imediatamente”, afirmou.

Após a repercussão, Sastre amenizou o episódio e voltou a demonstrar apoio ao político. Em uma publicação acompanhada de uma foto ao lado de Flávio Bolsonaro, declarou: “Flávio Bolsonaro é o amor da minha vida, sempre terá meu apoio”. O “Gay de Direita” afirmou ainda que “houve um equívoco na entrada de um evento” e que “situações como essa podem acontecer”. O caso, porém, acabou simbolizando uma das situações mais emblemáticas envolvendo pessoas LGBTQIA+ que defendem lideranças associadas a discursos e posições políticas criticadas pela própria comunidade: mesmo buscando protagonismo dentro desses espaços, ainda enfrentam barreiras para serem reconhecidas como parte deles.