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J.K. Rowling oferece apoio financeiro a quem processar sistema de saúde britânico por política para mulheres trans

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J.K. Rowling voltou a ampliar sua ofensiva contra políticas de reconhecimento da identidade de gênero no Reino Unido. Nos últimos dias, a escritora passou a incentivar e oferecer suporte financeiro a possíveis ações judiciais contra instituições do sistema público de saúde britânico que mantenham políticas permitindo que mulheres trans utilizem espaços destinados exclusivamente ao público feminino. A movimentação ocorre após uma nova orientação da Comissão de Igualdade e Direitos Humanos (EHRC) restringir o acesso de pessoas trans a esses ambientes.

A mais recente iniciativa de Rowling veio após o Midlands Partnership University NHS Foundation Trust (MPFT) anunciar que não faria mudanças imediatas em sua política de inclusão. A instituição informou aos funcionários que mulheres trans poderiam continuar utilizando enfermarias, vestiários e banheiros exclusivos para mulheres de acordo com sua identidade de gênero. O órgão também afirmou que permanece comprometido com um ambiente inclusivo para pessoas trans, não binárias e com diversidade de gênero.

Diante da decisão, Rowling afirmou, em uma publicação no X feita em 8 de agosto, que “os processos judiciais continuarão surgindo”. Na mesma postagem, a autora ofereceu financiamento, por meio de sua fundação, a pacientes ou funcionários do NHS que queiram levar à Justiça casos relacionados ao uso desses espaços por mulheres trans. A declaração representa mais um movimento público da escritora para contestar políticas de inclusão de pessoas trans, especialmente após a mudança recente nas orientações adotadas no país.

A nova diretriz da EHRC entrou em vigor em 5 de agosto e recomenda que pessoas trans utilizem instalações neutras em termos de gênero ou aquelas correspondentes ao sexo atribuído no nascimento. Embora o código não tenha caráter juridicamente vinculante, a comissão “incentiva fortemente” empresas, prestadores de serviços e associações a adotarem espaços exclusivos para cada sexo com base no sexo biológico, conforme a Lei da Igualdade de 2010. A medida provocou reações de organizações e parlamentares. Em julho, o Partido Verde Escocês classificou a orientação como “autoritária e cruel”, enquanto a porta-voz da legenda para igualdade, Kate Nevens, afirmou que ela poderá incentivar questionamentos invasivos, aumentar a discriminação e tornar a vida cotidiana de pessoas trans “menos segura”.