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Deputado eleito pelo Rio, Rick Azevedo confronta líder do PL em aeroporto sobre fim da escala 6×1 e avisa: “Não vai ter paz”

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A tensão em torno do fim da escala 6×1 ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (6), após o deputado federal eleito Rick Azevedo (PSOL-RJ) confrontar Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do PL na Câmara dos Deputados. Os dois se encontraram por acaso no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, e Rick aproveitou a ocasião para cobrar publicamente o parlamentar sobre o posicionamento do partido em relação à proposta que reduz a jornada de trabalho no país.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Rick aparece abordando Sóstenes em voz alta enquanto o deputado embarcava para Brasília. “É hoje que o Flávio Bolsonaro vai votar contra o trabalhador?”, questionou. Na sequência, o parlamentar eleito afirmou que integrantes do PL estariam se deslocando para a capital federal para votar contra a proposta, apesar do discurso de defesa dos trabalhadores. “Não vai defender trabalhador, não defende trabalhador”, disparou. Ao comentar o episódio, Rick também afirmou que, durante os próximos anos, a direita “não vai ter paz”.

A provocação ocorre justamente em meio à movimentação da oposição para dificultar o avanço da PEC que prevê o fim da escala 6×1. A ofensiva passa pelo grupo político ligado à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência. Nesta terça, aliados do candidato devem tentar adiar a votação ou esvaziar o plenário, enquanto o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, mantém o início das discussões sobre a proposta. O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição e coordenador da campanha de Flávio, é apontado como um dos principais articuladores da resistência e já votou contra a matéria na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

A proposta estabelece a redução da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, garante dois dias de descanso e determina que não haja redução salarial. Para avançar no Senado, o texto precisa conquistar pelo menos 49 votos em dois turnos, após cumprir o período mínimo de discussões previsto pelo regimento. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenta viabilizar a votação ainda nesta semana, mas a ausência de acordo pode exigir cinco sessões de discussão antes da primeira análise em plenário. Com o PL ampliando sua força no Senado após as eleições de domingo, a disputa em torno da jornada de trabalho promete ser um dos primeiros grandes embates políticos do novo Congresso.