
Pessoas que vivem com HIV que contraem varíola dos macacos são hospitalizadas duas vezes mais que outros pacientes diagnosticados com o vírus, de acordo com um estudo dos Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), nos Estados Unidos.
Em um relatório publicado na última quinta-feira (08/09), o CDC descobriu que 38% das quase 2.000 pessoas diagnosticadas com varíola entre maio e julho viviam com HIV. Entre 1.300 pacientes com varíola de macaco com dados clínicos mais detalhados, 8% dos indivíduos HIV-positivos foram hospitalizados em comparação com 3% das pessoas sem infecção pelo HIV.
O CDC descobriu que indivíduos portadores do vírus causador da Aids, em particular com baixas contagens de células T, o que indica um sistema imunológico mais fraco e nos quais o vírus não é suprimido, são hospitalizados com mais frequência com varíola. O relatório aproveita para ressaltar que a vacinação contra a varíola dos macacos deve ser priorizada para pessoas HIV-positivas e que têm outras infecções sexualmente transmissíveis.
No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou o uso da vacina Jynneos/Imvanex contra a varíola e do medicamento Tecovirimat para o tratamento da doença no País. As aprovações foram feitas com base nos dados da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e da Agência Americana (FDA). Apesar de ter nomes diferentes nos EUA e na Europa, o produto é o mesmo.
O Ministério da Saúde aguarda o envio de 50 mil doses da vacina, adquiridas pelo fundo rotatório da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). O imunizante, aplicado em dose dupla, será reservado a 25 mil profissionais de saúde que têm contato direto com o vírus. Não há previsão de vacinação da população geral.










