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Sobreviventes do massacre na boate Pulse revisitarão local antes da demolição para memorial

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Nove anos após o ataque à boate Pulse, em Orlando, que deixou 49 mortos e 53 feridos, sobreviventes e familiares das vítimas estão prestes a revisitar o local da tragédia antes que o prédio seja demolido. A boate, que era um importante ponto de encontro para a comunidade LGBTQIAPN+, foi palco do tiroteio em massa mais mortal da história dos Estados Unidos até ser superado pelo massacre de Las Vegas, em 2017. Agora, cerca de 250 sobreviventes e parentes participarão de visitas guiadas ao longo de quatro dias, com a possibilidade de caminhar pelos corredores da antiga casa noturna e conversar com agentes especiais do FBI que investigaram o crime.

Desde 2023, a cidade de Orlando é oficialmente dona do imóvel, adquirido por US$ 2 milhões (cerca de R$ 10 milhões, na cotação da época), com o objetivo de transformá-lo em um espaço de memória e respeito. Segundo autoridades locais, o novo memorial — que deve custar US$ 12 milhões (aproximadamente R$ 60 milhões) — será inaugurado em 2027, simbolizando o compromisso da cidade em honrar as vidas perdidas e apoiar os sobreviventes. Até lá, um memorial improvisado ocupa o local, decorado com fotos das vítimas, bandeiras do Orgulho e flores.

Cada familiar das 49 vítimas poderá visitar o antigo prédio acompanhado por até seis pessoas, enquanto os sobreviventes terão direito a levar um acompanhante. Para muitos, esta será a primeira vez no local desde a noite do ataque, em 12 de junho de 2016, quando cerca de 320 pessoas estavam presentes. “O local da tragédia é onde me sinto mais próximo das pessoas que foram roubadas de mim. Para os sobreviventes, a última vez que estiveram naquele espaço foi a pior noite possível. Será muito difícil estar naquele espaço novamente”, disse Brandon Wolf, sobrevivente que se escondeu no banheiro durante o ataque. Hoje, ele atua como secretário de imprensa nacional da Campanha pelos Direitos Humanos.

O atirador Omar Mateen foi morto após um impasse de três horas com a polícia. Durante o ataque, inúmeras vítimas enviaram mensagens e fizeram ligações desesperadas para amigos e familiares. Às 2h09 da madrugada, a página do Pulse no Facebook publicou: “Todos saiam do Pulse e continuem correndo”. A vítima mais jovem tinha apenas 18 anos; a mais velha, 50. Em 2018, a viúva de Mateen foi inocentada das acusações de cumplicidade e obstrução da justiça.