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Cabeleireiro é morto pelo marido da própria sobrinha após revelar que tinha um caso com ele em SP

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Na madrugada de sábado (31), uma tragédia abalou a cidade de Iguape, no litoral sul de São Paulo. O cabeleireiro Denilson Nascimento Alves, de 27 anos, foi morto após um desentendimento que envolveu sua sobrinha e o marido dela, Alysson Augusto Alves, de 28. O conflito teve início por mensagens trocadas durante a noite e terminou de forma violenta em frente à casa da vítima, em Iguape (SP). A Polícia Militar foi acionada por moradores que testemunharam a discussão, mas Denilson não resistiu ao ferimento provocado por uma facada abaixo da axila.

Segundo relatos colhidos pela polícia, o episódio foi antecedido por uma sequência de tensões ao longo da noite, quando Alysson discutia com Denilson por telefone enquanto acompanhava a esposa em eventos na região. Ao retornarem, o casal foi até a residência do cabeleireiro para exigir explicações. Diante do portão, a vítima teria revelado à sobrinha que mantinha um relacionamento amoroso com o marido dela, o que acirrou os ânimos e deu início a uma briga verbal que rapidamente escalou para agressões físicas.

A versão apresentada pelo investigado indica que Denilson teria iniciado as agressões com uma faca, o que o levou a reagir. Alysson foi localizado pela Força Tática a cerca de quatro quilômetros do local do crime, ainda com as roupas sujas de sangue, e confessou o homicídio no momento da abordagem. Apesar da prisão em flagrante, a Justiça concedeu liberdade provisória ao suspeito em audiência de custódia, impondo medidas cautelares como a proibição de sair da comarca sem autorização e restrições de circulação em determinados ambientes. Na decisão, o magistrado apontou a existência de indícios de autoria, mas considerou que, naquele momento, não havia elementos suficientes para justificar a prisão preventiva, além de mencionar a possibilidade de outras tipificações penais, como legítima defesa.

A decisão gerou reação do Ministério Público de São Paulo, que recorreu e defendeu que o caso se enquadra como homicídio doloso qualificado, apontando fragilidades na fundamentação da liberdade concedida. Embora o pedido liminar para prisão preventiva tenha sido negado, o recurso segue em tramitação.